O primeiro Grindadráp de 2026, uma caça coletiva de baleias, foi realizado ontem (04/05), em Sandavágur, nas Ilhas Faroé, resultando na morte de 125 baleias-piloto já no primeiro dia.
Durante o Grindadráp, conhecido como “Grind”, grupos inteiros de baleias são cercados por embarcações motorizadas, conduzidos à força até águas rasas e mortos com lâminas introduzidas na região cervical. Assim, famílias inteiras de baleias, incluindo filhotes, são mortas em poucas horas, tingindo o mar de vermelho em cenas que se repetem anualmente.
As baleias-piloto são extremamente sociais e vivem em grupos familiares complexos. Durante a caça, permanecem juntas até o fim, o que infelizmente facilita a captura em massa e amplia o impacto da matança sobre populações inteiras.
Mesmo sob crescente pressão internacional, o Grindadráp segue legalizado sob responsabilidade da Dinamarca. A União Europeia e a comunidade global precisam assumir maior responsabilidade diante da continuidade dos massacres.
O trabalho vai além da denúncia, envolve articulação com organizações ambientais, campanhas de conscientização e presença física nas ilhas para tentar dissuadir novos ataques.