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Suspeita de sedação: gato com roupas e acessórios é explorado para fotos em ponto turístico

Testemunhas afirmam que ele permaneceu na mesma posição por pelo menos uma hora, com respiração ofegante e sem reagir a estímulos.

28 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: anaanimalistaoficial/Instagram

Imagens que circulam nas redes flagraram uma cena inquietante na Comuna 13, em Medellín, na Colômbia. Um gato é exibido no alto de uma trilha turística enquanto um homem cobra por fotografias ao seu lado. Vestido com roupas e acessórios, ele permanece inerte, sustentado como atração para visitantes.

Relatos apontam um quadro grave. Testemunhas descrevem um corpo sem tônus, ausência total de resposta a chamados, ruídos ou música alta, respiração ofegante e permanência na mesma posição por longos períodos. O comportamento destoaria do padrão felino, caracterizado por vigilância e reatividade. A hipótese levantada por quem presenciou a cena é de possível sedação.

Uma família que passava pelo local afirma ter encontrado o gato imóvel. Cerca de uma hora depois, ao retornar ao ponto, a situação permanecia idêntica. A respiração era visível, porém cansada.

Em setembro de 2025, outra denúncia já alertava para a expl0raça0 de um gato, sob efeito de substâncias, para arrecadar dinheiro na mesma região. O vídeo divulgado à época também mostrava o gatinho dormindo enquanto era exposto ao público. Além das vestimentas e óculos, ele aparece posicionado ao lado de uma arma de brinquedo, compondo um cenário montado para consumo turístico.

A legislação colombiana é clara. A Lei 1774 reconhece animais como seres sencientes e tipifica como infração condutas que envolvam abandono, submissão a medo, estresse, dor ou exploração para mendicância. Em 2025, a Lei 2455 fortaleceu a proteção ao permitir apreensão célere e sanções mais severas. As penalidades incluem multa entre 5 e 60 salários mínimos e reclusão que pode alcançar 56 meses quando há lesão grave ou morte, com agravamento se o fato ocorrer em espaço público.

A comunidade local pede apuração imediata e medidas efetivas para assegurar a integridade do gato e responsabilizar quem o submete à exposição.

Veja o vídeo:

 

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