Imagens que circulam nas redes flagraram uma cena inquietante na Comuna 13, em Medellín, na Colômbia. Um gato é exibido no alto de uma trilha turística enquanto um homem cobra por fotografias ao seu lado. Vestido com roupas e acessórios, ele permanece inerte, sustentado como atração para visitantes.
Relatos apontam um quadro grave. Testemunhas descrevem um corpo sem tônus, ausência total de resposta a chamados, ruídos ou música alta, respiração ofegante e permanência na mesma posição por longos períodos. O comportamento destoaria do padrão felino, caracterizado por vigilância e reatividade. A hipótese levantada por quem presenciou a cena é de possível sedação.
Uma família que passava pelo local afirma ter encontrado o gato imóvel. Cerca de uma hora depois, ao retornar ao ponto, a situação permanecia idêntica. A respiração era visível, porém cansada.
Em setembro de 2025, outra denúncia já alertava para a expl0raça0 de um gato, sob efeito de substâncias, para arrecadar dinheiro na mesma região. O vídeo divulgado à época também mostrava o gatinho dormindo enquanto era exposto ao público. Além das vestimentas e óculos, ele aparece posicionado ao lado de uma arma de brinquedo, compondo um cenário montado para consumo turístico.
A legislação colombiana é clara. A Lei 1774 reconhece animais como seres sencientes e tipifica como infração condutas que envolvam abandono, submissão a medo, estresse, dor ou exploração para mendicância. Em 2025, a Lei 2455 fortaleceu a proteção ao permitir apreensão célere e sanções mais severas. As penalidades incluem multa entre 5 e 60 salários mínimos e reclusão que pode alcançar 56 meses quando há lesão grave ou morte, com agravamento se o fato ocorrer em espaço público.
A comunidade local pede apuração imediata e medidas efetivas para assegurar a integridade do gato e responsabilizar quem o submete à exposição.
Veja o vídeo: