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COMPLETAMENTE RECUPERADA

Capivara espancada por grupo de oito homens volta à natureza após dois meses de tratamento no Rio de Janeiro

Devido à gravidade dos ferimentos e aos riscos para sua segurança, a capivara não pôde retornar para a região onde vivia anteriormente.

21 de maio de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução

A capivara que foi brutalmente espancada por um grupo de oito homens na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, voltou à natureza nesta quarta-feira (20/05), após cerca de dois meses de tratamento veterinário especializado. Sua recuperação é um desfecho positivo diante de um dos casos de violência contra os animais que mais chocaram os brasileiros neste ano.

Ela estava internada desde março em uma clínica de reabilitação de animais silvestres em Vargem Pequena, também no Rio de Janeiro. Quando foi resgatada, a capivara apresentava traumatismo craniano, perfurações pelo corpo e uma grave lesão em um dos olhos, resultado das agressões sofridas durante a madrugada do dia 21 de março.

Devido à gravidade dos ferimentos e aos riscos para sua segurança, a capivara não pôde retornar ao Jardim Guanabara, região onde vivia anteriormente e era conhecida pelos moradores. Segundo relatos da comunidade, ela fazia parte de uma família de capivaras que circulava havia anos pela região de forma pacífica, convivendo sem conflitos com as pessoas.

O caso ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem o momento em que homens perseguiam a capivara pela orla do Quebra Coco carregando pedaços de pau. Nas imagens, ela aparece tentando escapar enquanto é cercada e atacada repetidamente até cair ferida no chão. Após a agressão, os envolvidos fugiram do local.

Mesmo machucada, a capivara ainda foi vista caminhando pelo bairro na manhã seguinte, até se refugiar em um terreno baldio. Agentes da Patrulha Ambiental foram acionados para realizar o resgate, contendo e sedando-a antes do encaminhamento ao atendimento veterinário.

A rápida mobilização das autoridades também levou à identificação dos responsáveis poucas horas após o crime. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) prendeu seis adultos e apreendeu dois adolescentes envolvidos nas agressões. Os investigados foram denunciados pelo Ministério Público por maus-tratos com emprego de crueldade.

 

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