A temporada 2026 de bebês de baleias-francas começou no litoral brasileiro. O primeiro filhote foi visto nesta terça-feira (26/06). A presença ilustre aconteceu na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba (SC).
De acordo com o projeto Franca Austral (ProFRANCA), que atua no monitoramento e na pesquisa científica da espécie, a avistagem ocorreu em frente à sede da iniciativa, onde fica o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca. A equipe foi informada por um pescador que enxergou a dupla no mar.
De acordo com a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do ProFRANCA/Instituto Australis, o bebê apresenta características típicas de um recém-nascido: pregas fetais, tamanho pequeno e coloração cinza. Ela explica que filhotes, normalmente, nascem com quatro a cinco metros e, já no primeiro ano de vida, dobram de tamanho.
Segundo a especialista, o filhote nasceu em águas catarinenses, possivelmente próximo ao ponto onde foi feito o registro. Isso porque as fêmeas com recém-nascidos tendem a se deslocar pouco.
A temporada de reprodução das baleias-francas no litoral brasileiro costuma ocorrer entre julho e novembro, com pico de avistagens em agosto e setembro. Por vezes, esses registros ocorrem mais cedo: foi o que aconteceu em 2024, em 2025 e também em 2026. Neste ano, de acordo com o ProFRANCA, o primeiro avistamento foi em 5 de maio, o mais recente já ocorrido.
O litoral sul de Santa Catarina é considerado um dos principais berçários da espécie. Conforme o ProFRANCA, a baleia-franca é a única espécie de baleia que se reproduz em águas brasileiras e ainda se encontra em extinção.
“O nascimento de cada filhote nos alegra, pois reflete a recuperação populacional”, destaca Karina.
Curiosidades sobre a espécie
- As baleias-francas se aproximam da beira-mar, logo após a rebentação das ondas, para ter os filhotes
- Cada baleia e seu filhote tendem a ficar cerca de três meses próximo da costa
- A bióloga Karina Groch destaca que, em média, nos últimos anos, nasceram pelo menos 100 filhotes por ano no litoral sul do Brasil
Fonte: GZH