Uma baleia conhecida como Lena foi encontrada enredada em uma grande rede de pesca na região central de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Com as nadadeiras peitorais e a cauda presas ao material, ela estava impossibilitada de se movimentar livremente e apresentava grande dificuldade para alcançar a superfície e respirar.
A ocorrência mobilizou a equipe do Instituto Argonauta, responsável por atendimentos desse tipo na região. Durante a operação de resgate, imagens aéreas foram utilizadas para auxiliar a avaliação das condições da baleia e orientar a estratégia da equipe em campo.
Após um trabalho cuidadoso, os profissionais conseguiram libertar Lena da maior parte da rede. Com a intervenção, a baleia recuperou os movimentos e conseguiu se desvencilhar do restante do material que ainda a prendia.
Apesar do sucesso do resgate, a situação deixou marcas. Segundo o Instituto Argonauta, Lena ficou ferida, debilitada, exausta e bastante estressada. O caso mostra mais uma vez os riscos que redes e outros equipamentos de pesca abandonados ou inadequadamente manejados representam para os animais marinhos, especialmente para grandes cetáceos que utilizam a costa brasileira durante suas rotas migratórias.
Por isso, especialistas orientam que qualquer novo avistamento da baleia seja feito à distância. Aproximações de embarcações, tentativas de contato ou intervenções por pessoas sem treinamento podem agravar ainda mais o estado de saúde dela. Em situações semelhantes, o Instituto Argonauta deve ser acionado imediatamente.
Lena não é uma desconhecida dos pesquisadores e moradores da região. A baleia foi identificada pela primeira vez em Ubatuba no ano passado e voltou a ser observada nos últimos dias durante sua passagem pelo litoral paulista.
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