A Marinha do Chile interveio contra o navio ativista Bandero, da Fundação Capitão Paul Watson, determinando a interrupção imediata de ações que buscavam parar a pesca industrial de krill no Estreito de Bransfield, uma atividade extremamente destrutiva para a cadeia alimentar dos animais na Antártica. A operação foi realizada ignorando alertas crescentes de que a exploração intensiva desse recurso compromete diretamente a sobrevivência de diversas espécies marinhas e o equilíbrio de um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.
O navio Bandero realizou uma intervenção direta que durou mais de cinco horas contra dois navios da empresa Aker Qrill, responsável por mais de 60% da cota global de captura de krill. Durante a ação, ativistas bloquearam as operações pesqueiras e relataram uma colisão com o navio Antarctic Sea, descrita pelo grupo como um ato de “não violência agressiva” com o objetivo de proteger a vida marinha.
Após uma denúncia transmitida via rádio pela embarcação pesqueira, a Autoridade Portuária de Soberanía determinou a cessação das manobras do navio ativista. Em seguida, a Marinha chilena mobilizou a unidade naval Lientur para assegurar a continuidade das atividades de pesca, mesmo sabendo o mal que ela causa para o ambiente.
A pesca intensiva de krill é uma bomba-relógio ecológica que representa ameaça direta a espécies como baleias, focas e pinguins, que dependem desse pequeno crustáceo como base alimentar. Considerado peça-chave da cadeia ecológica, o krill sustenta grande parte da biodiversidade do Oceano Antártico.
O papel do governo chileno deveria ser proteger os animais e o ecossistema, e não garantir a continuidade de uma atividade que pode comprometer irreversivelmente toda a cadeia alimentar dos animais na região. O caso intensifica a preocupação internacional com a fragilidade do Oceano Antártico e com as prioridades adotadas diante da crise ambiental.
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