Na noite de sábado (11/07), 53 bezerros morreram carbonizados após uma carreta que os transportava pegar fogo na GO-112, na zona rural de Nova Roma, no nordeste de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista perdeu o controle da direção, atingiu o meio-fio da rodovia e, em razão do atrito, o veículo incendiou-se. A Polícia Civil informou que o condutor foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.
De acordo com os bombeiros, todos os animais morreram dentro da carroceria, sem possibilidade de fuga. Imagens registradas no local mostram a carreta completamente destruída pelas chamas após o incêndio. Quando as equipes de resgate chegaram, o fogo já era combatido por integrantes da Operação Cerrado Vivo, com apoio de caminhões-pipa da região.
Após controlar o incêndio no veículo, os bombeiros concentraram esforços para impedir que as chamas atingissem a vegetação às margens da rodovia, reduzindo o risco de propagação do fogo para áreas do Cerrado.
A identidade do motorista não foi divulgada pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar sua defesa para manifestação. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do acidente e verificar eventual responsabilidade criminal além da prisão em flagrante por suspeita de condução sob efeito de álcool.
Confinados em compartimentos fechados e sem qualquer possibilidade de escapar em situações de emergência, os animais ficam inteiramente dependentes das condições do veículo, da condução e das medidas de segurança adotadas ao longo do percurso.
No Brasil, o transporte de animais destinados à produção é regulamentado por normas do Ministério da Agricultura que estabelecem requisitos relacionados ao manejo, às condições dos veículos e ao bem-estar durante as viagens. Ainda assim, incêndios, colisões, tombamentos e longos deslocamentos continuam expondo milhões de animais a riscos que, em acidentes como o ocorrido em Goiás, podem resultar em mortes coletivas.
A tragédia na GO-112 mostra a necessidade do fim do transporte animais vivos, que é completamente intrínseca a indústria da carne, bem como da efetiva responsabilização quando houver violações da legislação. Também amplia o debate sobre um modelo produtivo que submete seres sencientes a longos deslocamentos em condições das quais não podem escapar, tornando-os as principais vítimas quando falhas humanas ou acidentes interrompem o trajeto.
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