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RECANTO DAS AVES

Ibama resgata 655 animais vivendo em situação precária em zoo clandestino de Santa Catarina

10 de julho de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Divulgação/Ibama

O resgate de mais de 650 animais confinados em um espaço que funcionava como “zoológico clandestino” em Santa Catarina é mais um exemplo de um problema que vai além das irregularidades legais encontradas pelas autoridades. A questão central está em um modelo que transforma animais em objetos de exposição.

O número impressionante foi descoberto durante uma força-tarefa liderada pelo Ibama em parceria com o IMA (Instituto do Meio Ambiente) e a Polícia Militar Ambiental, que interditou o empreendimento após constatar que o local usava uma licença de criação amadora de pássaros para encobrir a cobrança ilegal de ingressos e a exposição de espécies, gerando alto risco sanitário.

A megaoperação de resgate teve início na última terça-feira (07/07) e mobilizou dezenas de profissionais. Até o momento, 294 animais foram retirados da propriedade de forma emergencial e encaminhados a tratamento.

Foto: Divulgação/Ibama

O restante segue em processo de translocação, uma vez que a transferência de espécies aquáticas e aves de grande porte exige uma logística complexa e cuidados específicos de transporte.

O destino dos animais já foi traçado pelas autoridades ambientais. as espécies domésticas foram doadas para sítios da região, onde receberão novos lares.

Já os animais silvestres foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, gerido pelo IMA, onde passam por exames e recebem os devidos cuidados veterinários.

A existência ou não de uma autorização formal não elimina o debate ético sobre manter animais silvestres, domésticos e exóticos em ambientes destinados à visitação humana. A exploração da fauna como entretenimento parte de uma lógica ultrapassada, na qual o interesse humano é colocado acima das necessidades físicas, comportamentais e emocionais dos animais.

Espaços que exibem animais desconsideram que cada espécie possui necessidades próprias de liberdade, interação social, estímulos ambientais e condições adequadas de vida. A simples possibilidade de manter um animal dentro dos limites de uma licença não significa que sua dignidade esteja protegida.

 

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