
Depois de passar mais de uma década vivendo em um abrigo público, o cão Omar finalmente deixou para trás a rotina de confinamento que marcou grande parte de sua vida. O cachorro, considerado o morador mais antigo da Fazenda Modelo, no Rio de Janeiro, foi adotado por uma família que decidiu oferecer a ele a oportunidade de viver os últimos anos cercado de afeto, segurança e liberdade.
A despedida foi marcada pela emoção de voluntários que acompanharam sua longa espera. Enquanto percorria pela última vez o corredor do abrigo em direção ao portão de saída, Omar foi aplaudido por pessoas que, durante anos, cuidaram dele sem jamais perder a esperança de vê-lo adotado.
Em publicação nas redes sociais, os voluntários celebraram o momento. “Hoje os nossos corações transbordam de alegria. Foram muitas lágrimas, muitas emoções”, escreveram. Eles lembraram que Omar aguardava havia mais de dez anos por uma oportunidade. “Hoje, o nosso cachorro mais antigo do abrigo, aquele que estava há mais de 10 anos esperando por uma chance, finalmente ganhou um lar.”
A história de Omar mostra uma realidade recorrente nos abrigos de animais. Cães idosos e de pelagem preta figuram entre os que enfrentam maiores dificuldades para serem adotados. Enquanto filhotes costumam encontrar famílias rapidamente, milhares de animais envelhecem em abrigos, privados da convivência familiar e da possibilidade de expressar comportamentos naturais em um ambiente doméstico.
A adoção foi realizada por Raquel, que já conhecia essa realidade. No ano anterior, ela havia acolhido Renê, outra cadela idosa da Fazenda Modelo. Agora, decidiu abrir novamente sua casa para um animal que dificilmente despertaria o interesse da maioria dos adotantes.
Com a mudança, Omar também ganhou um novo nome: Pedrinho.
“Agora o Omar, que virou Pedrinho, vai viver cercado de amor, ao lado dos seus irmãos e irmãs, recebendo todo o cuidado e o amor incondicional que a Raquel dedica aos seus animais”, escreveram os voluntários.
Eles também agradeceram à tutora pela decisão de adotar mais um cão idoso. “Raquel, nossa eterna gratidão por abrir mais uma vez o seu coração para um idosinho, para mais um esquecidinho, mais um pretinho idoso que provavelmente jamais teria tido essa oportunidade.”
Agora, em vez das baias do abrigo, Pedrinho passa a viver em um ambiente amplo, com outros cães, liberdade para explorar o espaço e uma rotina completamente diferente daquela que conheceu durante mais de dez anos.
Ver essa foto no Instagram




