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CRISE CLIMÁTICA

Europa tem recorde de calor, incêndios florestais e derretimento de geleiras em 2025

Cerca de 95% da região registrou temperaturas acima da média, com ondas de calor que duraram até 25 dias.

2 de maio de 2026
2 min. de leitura
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Foto: União Europeia 2018 / foto de Pavel Koubek

Pelo menos 95% da Europa registrou temperaturas acima da média em 2025. Além do calor extremo, o continente registrou recordes de incêndios florestais, temperatura do mar elevada e derretimento de geleiras. Essas são as principais conclusões do relatório Estado do Clima na Europa 2025, publicado pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O continente, que desde 1980 aquece duas vezes mais do que a média global, foi atingido por diversas ondas de calor no ano passado, lista o documento. Uma delas durou cerca de 25 dias, informa o DW.

A OMM e o Copernicus mostram que mais da metade da Europa foi atingida pela seca em 2025, e que o ano foi, no geral, um dos três mais secos em termos de umidade do solo desde 1992. As condições de calor e seca alimentaram os incêndios florestais, que atingiram mais de 1 milhão de hectares.

Enquanto tudo isso ocorre como consequência das mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, alguns governos europeus tentam enfraquecer políticas de redução de emissões, lembra a Reuters. “A mudança climática não é uma ameaça futura, é a nossa realidade presente. Seu ritmo exige ações mais urgentes”, afirma Samantha Burgess, do Copernicus.

O relatório ainda destaca a preocupação com as regiões mais frias da Europa, como Noruega, Suécia e Finlândia, que vivenciaram sua onda de calor mais intensa em junho de 2025, com duração de três semanas consecutivas. Normalmente, a região não espera mais do que dois dias de estresse térmico.

As temperaturas dentro do Círculo Polar Ártico chegaram a ultrapassar 30°C, contam Earth.org e France 24. Com isso, a Islândia registrou sua segunda maior perda de geleiras desde o início dos registros. A cobertura de gelo e neve é crucial para ajudar a desacelerar a crise climática, refletindo a luz solar de volta para o espaço – fenômeno conhecido como “efeito albedo”.

A perda de gelo também contribui para a elevação do nível do mar. Que, no ano passado, registrou recorde de temperatura da superfície na Europa, com 86% do continente atingido por ondas de calor marinhas, detalha o Sky News.

Fonte: ClimaInfo

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