Uma escultura inaugurada em 18 de marco passado, em Almaty, no Cazaquistão, tem comovido quem passa pelo local ao lembrar um gesto compaixão e consciência que salvou a vida de um cachorro.
Moldada em bronze, a obra mostra jovens unidos em uma corrente humana, suspensos sobre o reservatório de Sayran, no instante em que alcançam o cãozinho e o retiram do canal. A obra preserva um momento em que a iniciativa coletiva fez toda a diferença.
A história que deu origem à escultura remonta a 2016. Naquele dia, um cachorro caiu de uma altura considerável e ficou encurralado junto a um paredão de concreto, incapaz de encontrar saída. Um homem que passava decidiu descer para ajudá-lo, mas logo percebeu que não conseguiria concluir o resgate sozinho.
Do alto, outras pessoas acompanhavam e quatro jovens tomaram a decisão rápida de formar uma corrente, enquanto avançavam pela estrutura escorregadia até alcançar o homem e o cachorro. Com cuidado e esforço conjunto, conseguiram pegar o cão. Ninguém se feriu.
As imagens gravadas naquele dia circularam amplamente e tocaram pessoas em diferentes países.
Ao transformar essa memória em arte pública, a cidade inscreve no espaço comum uma ideia que precisa se tornar regra. A compaixão não pode depender de circunstâncias raras. Ela precisa orientar escolhas, atitudes e políticas. A escultura representa um convite à responsabilidade e à ação diante de qualquer forma de sofrimento animal.
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