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EXPLORAÇÃO

Elefanta morre após ser pintada de rosa e usada em ensaio fotográfico de influenciadora na Índia

Apesar de não haver comprovação que a tinta tenha causado a morte dela, o responsável pela elefanta já esteve envolvido em casos anteriores de maus-tratos, incluindo a transferência de outro elefante para um santuário após casos de agressão.

1 de abril de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Instagram

Uma elefanta de 65 anos morreu meses depois de ser pintada de rosa para um ensaio fotográfico em Jaipur, na Índia. A morte dela ganhou repercussão começou a ser investigada por autoridades florestais após imagens do ensaio viralizarem nas redes sociais.

A informação da morte foi confirmada por Ballu Khan, presidente do comitê de Hathi Gaon, assentamento criado pelo governo em 2010 nos arredores do Forte Amber, em Jaipur, no estado de Rajastão, Índia, onde o animal vivia. Segundo autoridades e tratadores, Chanchal tinha idade avançada e teria morrido por causas naturais, sem evidências de ligação direta com a sessão de fotos.

O ensaio, realizado em um templo abandonado da cidade, foi publicado em dezembro pela fotógrafa e influenciadora russa Julia Buruleva. As imagens mostram uma modelo, identificada como Yashasvi, também pintada de rosa, posando sobre a elefanta, que foi coberta com gulal — pó colorido tradicionalmente usado durante o festival Holi.

Apesar de o responsável pelo animal afirmar que a tinta era natural e foi removida rapidamente, a repercussão foi majoritariamente negativa. Nas redes sociais, usuários criticaram a prática. “Isso não é arte, é puro abuso animal”, dizia um dos comentários mais curtidos. Outro apontou que “liberdade criativa não é carta branca para irresponsabilidade”.

A PETA destacou que, embora não haja comprovação de que a pintura tenha causado a morte de Chanchal, o histórico de vida em cativeiro pode ter contribuído para seu estado de saúde.

“Elefantes usados em passeios e apresentações são rotineiramente mantidos acorrentados e controlados por meio de instrumentos que causam dor intensa”, afirmou Khushboo Gupta, porta-voz da entidade. “Muitos sofrem com problemas graves nos pés devido ao contato constante com o concreto, além de apresentarem sinais de sofrimento psicológico, como movimentos repetitivos.”

A organização também apontou que o responsável por Chanchal já esteve envolvido em casos anteriores de maus-tratos, incluindo a transferência de outro elefante para um santuário após casos de violência contra os animais.

Outros grupos, como a World Animal Protection, reforçaram que o caso é parte de um sistema que utiliza elefantes para atender demandas turísticas e estéticas. “Este incidente destaca o abuso desenfreado de elefantes em cativeiro em Jaipur”, afirmou o diretor da entidade na Índia, Gajender Kumar Sharma. “É urgente que haja regulamentação rigorosa sobre qualquer interação com esses animais.”

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