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PROCESSO

“Deseducação”, diz advogada sobre maus-tratos a rã em programa do SBT

ONGs de proteção animal querem que apresentador Celso Portiolli e emissora sejam condenados a pagarem indenização por danos morais coletivos

11 de abril de 2026
Gabrielle Gonçalves
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/SBT

O apresentador Celso Portiolli e o SBT são alvos de uma ação civil pública por suposto maus-tratos envolvendo uma rã durante um quadro do programa ‘Domingo Legal’. A ação foi movida pelas ONGs Instituto Thaís Viotto e Canto da Terra e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA).

O episódio é referente ao programa exibido no dia 22 de março de 2026. Na ocasião, os convidados Manu Bahtidão e Lucas Guimarães tiveram que experimentar pratos exóticos durante a participação no quadro “Cardápio Surpresa”.

Em determinado momento, a chef responsável pelos pratos tira de um aquário uma rã viva e revela que um animal da mesma espécie havia sido usado em um suco tomado pelos participantes. Ao mostrar a rã, a chef a coloca sobre a mesa, e o anfíbio começa a saltar pelo estúdio.

“Houve perseguição do animal pelo palco em meio a gritos e risadas da plateia, bem como realizada manipulação direta pelo apresentador, em contexto de humor e exposição midiática. A cena gerou forte repercussão social, com denúncias de maus-tratos e indignação pública, evidenciando o uso do animal SENCIENTE como mero instrumento de entretenimento”, diz um trecho do processo.

O documento ainda afirma que o animal “foi jogado, apertado e sacudido, submetido a intenso estresse, chegou a ser colocado dentro de um copo e foi manipulado de forma inadequada diante de plateia e iluminação intensa”.

As entidades pedem que o apresentador e a emissora sejam condenados ao pagamento de danos morais coletivos. Também entraram com pedido de tutela de urgência para a suspensão imediata de quadros que utilizem animais vivos e a proibição de uso de animais em situações de entretenimento que impliquem estresse.

Além disso, querem que o SBT faça uma retratação pública sobre o caso, adote políticas de compliance de bem-estar animal e veicule campanhas educativas de conscientização sobre proteção animal em rede nacional.

“O apresentador e o SBT descumpriram o Código Estadual de Proteção e Defesa dos Animais, em seu artigo 2º, inciso IX, porque é vedado no estado de São Paulo qualquer divulgação que estimule ou sugira prática de maus-tratos ou crueldade com os animais. Então nós juntamos um laudo de médico veterinário que comprova maus-tratos ao animal”, afirma a advogada Thaís Viotto, representante das três entidades envolvidas na ação. “Foi uma deseducação. Isso é uma dessensibilização”, completou.

Fonte: Metrópoles

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