Era Quarta-Feira de Cinzas, dia que marca o início da Quaresma e representa a conversão, quando o cachorro “Caramelo” entrou pela primeira vez na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, no Sul do Paraná, durante uma missa.
Ele chegou tímido e foi pedindo carinho aos fiéis entre os bancos, até chegar próximo ao altar. A cena chamou a atenção do padre Ivo Jablonski, que percebeu que o animal parou de andar e interagir com os devotos quando o vigário começou a proclamar o Evangelho.
“Na hora que começou, ele parou de pedir carinho e ficou paradinho, quietinho, escutando. Eu, que já estava na terceira missa do dia, sentei no chão do altar e ele veio ao meu lado, como se fosse um conhecido meu há muito tempo. Depois, foi embora”, disse o padre, ao g1.
Desde então, o cachorro tem sido presença frequente nas missas do padre Ivo – que afirma que ele sempre “se comporta”, principalmente na hora da Liturgia da Palavra. O animal foi apelidado carinhosamente de “Caramelo”.
“Ele continua frequentando as missas, e sempre comportado: na hora do Evangelho ele para de pedir carinho. Isso que me chama a atenção: normalmente o cachorro tá ali andando pra lá e pra cá, mas parece que ele gosta de escutar o Evangelho”.
O cachorro se tornou uma figura tão marcante nas celebrações da Quaresma que o padre conta que, recentemente, achou falta dele numa das missas.
“Eu cheguei a brincar durante a missa: ‘O cachorro não veio hoje, será que ele trocou de igreja?'”.
Caramelo não tem raça definida e é considerado um cão comunitário, pois recebe cuidados de moradores da região. Ele foi tema de um dos sermões recentes do padre, que se referiu a ele devido ao tema da Campanha da Fraternidade de 2026, que é “Fraternidade e Moradia”.