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BARULHO TORTURANTE

Cão se assusta com fogos de artifício e cai em poço de quase cinco metros de profundidade

11 de julho de 2026
Julia de Mesquita
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Facebook

Em Kansas City, nos Estados Unidos, um cão viveu uma reviravolta emocionante após ser mais uma vítima dos fogos de artifício. No Dia da Independência, o famoso 4 de Julho, o cachorro de rua fugia assustado com os estampidos quando caiu em um poço com 4,5 metros de profundidade. Agora chamado de Brisket, o animal foi resgatado pelos bombeiros.

As informações e imagens do resgate foram compartilhados no Facebook pela organização Friends KCK Animal Services, abrigo para onde foi levado.

“Imagine viver sozinho a vida inteira, e é 4 de julho em Kansas City, Kansas. Está escuro e barulhento, e você está correndo, apavorado, com medo de morrer. Você não consegue enxergar nada e corre direto para um poço, caindo de uma altura de 4,5 metros na água suja misturada com óleo e esgoto”, diz parte da legenda.

O resgate

Graças a uma pessoa que ouviu seu choro desesperado, Brisket pôde ser encontrado ainda com vida.

Segundo um dos bombeiros que participou do salvamento, ao vê-lo no fundo do poço, “os olhos do cachorro diziam: ‘eu desisto’”. Logo após o resgate, o animal foi recompensado com alimento e muito carinho. “Ele ganhou peito de boi assim que saiu”, disse o agente.

Depois disso, o canino foi transportado para o abrigo que divulgou a história nas redes. Lá, a equipe proporcionou um “dia de spa”, com direito a banho, comida e água frescas e, principalmente, soro intravenoso. Além disso, Brisket se aqueceu com cobertores macios em um ambiente com ar-condicionado.

“Ele dormiu profundamente em cobertores macios cor de lavanda com ar condicionado, provavelmente pela primeira vez na vida em que conseguiu relaxar”, disse o abrigo.

Os riscos dos fogos

Embora os riscos ainda sejam ignorados, os fogos de artifício podem causar impactos físicos, neurológicos, auditivos e comportamentais nos animais.

A veterinária Flávia Jávare explica que, ao ouvir os fogos, o organismo interpreta o estímulo como uma ameaça, ativando o sistema nervoso simpático e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Essa reação desencadeia a liberação de adrenalina, noradrenalina e cortisol, hormônios responsáveis pela resposta de “luta ou fuga”.

Ela ainda acrescenta que é por conta disso que os animais apresentam agitação intensa, tentativas de fuga, vocalizações excessivas, busca por esconderijo, agressividade e até automutilação. Além disso, tremores, saliva em excesso, pupilas dilatadas, taquicardia, respiração ofegante e eliminação involuntária de fezes e urina são outros sinais.

“Se você é ‘pai’ de animal, vale reforçar a proteção do cão ou gato. E se não é, fica sempre o conselho: deixe os fogos de lado e celebre de outras formas. Os ‘aumigos’ e gatinhos agradecem”, destaca a médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX).

Fonte: Metrópoles

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