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ATO HERÓICO

Homem arrisca a própria vida para libertar bois de carreta em chamas após acidente na BR-364, em Rondônia

Até o momento, não há confirmação oficial sobre quantos animais eram transportados, quantos sobreviveram ao incêndio ou qual foi o destino dos bois que conseguiram escapar.

11 de julho de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Confinados em uma carreta em chamas após uma colisão na BR-364, em Rondônia, bois transportados pela indústria pecuária só tiveram chance de escapar porque um homem decidiu desafiar o fogo e abrir o compartimento onde estavam presos. O acidente, ocorrido na manhã de sexta-feira (10/07), entre Ariquemes e Jaru, mostra os riscos impostos aos milhões de animais vivos transportados anualmente pelas rodovias brasileiras, submetidos a um sistema que os reduz à condição de carga mesmo diante de situações de vida ou morte.

Imagens feitas por testemunhas mostram o momento em que o homem sobe na estrutura metálica da carreta, envolta por fumaça e próxima às chamas, enquanto outras pessoas auxiliam na abertura das portas. Em seguida, diversos bois conseguem deixar o compartimento e correr pela rodovia e pela vegetação às margens da estrada, tentando se afastar do incêndio.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa de Ariquemes, a colisão foi frontal. Uma das carretas transportava bois destinados ao setor pecuário, enquanto a outra levava uma carga de açúcar. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções nos dois veículos, seguido por explosões que dificultaram o trabalho de socorro e aumentaram o risco para motoristas, equipes de emergência e pessoas que tentavam salvar os animais.

Embora o resgate improvisado tenha permitido que alguns bois escapassem das chamas, não há confirmação oficial sobre quantos animais eram transportados, quantos conseguiram fugir ou quantos morreram em consequência do incêndio. Também não foram divulgadas informações sobre o destino dos animais sobreviventes após deixarem a carreta.

Milhões de animais vivos são transportados anualmente por longas distâncias em caminhões para serem mortos em abatedouros que abastecem a indústria da carne. Além dos riscos inerentes ao transporte, como estresse, altas temperaturas, privação de água e alimento durante determinados períodos e lesões, eles permanecem particularmente vulneráveis em situações de acidentes, quando o confinamento dentro dos compartimentos pode transformar as carretas em armadilhas sem possibilidade de fuga.

Enquanto a indústria da carne depender do confinamento, do transporte e da exploração sistemática de animais, casos como esse continuarão acontecendo. O avanço de sistemas alimentares baseados em vegetais, aliado a políticas públicas que incentivem essa transição, é o único caminho capaz de reduzir a violência contra os animais, diminuir impactos ambientais e construir uma relação mais ética entre seres humanos e as demais formas de vida.

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