Panda gigante poderá ser reintroduzido na natureza pela primeira vez dentro de 15 anos

           

Depois de décadas de trabalho árduo nem sempre recompensado os cientistas chineses que trabalham no Centro de Investigação e Reprodução em Cativeiro de panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) em Chengdu (China) afirmam-se aptos a iniciar as reintroduções de animais nascidos em cativeiro de forma reforçar a população selvagem da espécie, atualmente considerada “Em Perigo” na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da UICN.

Com efeito, foi recentemente atingido o número de 300 animais produzidos em cativeiro que foi definido como mínimo para que se desse início à libertação no meio selvagem.

O primeiro panda nascido em cativeiro viu a luz em 1963. No entanto, os esforços de reprodução fora do habitat natural da espécie tiveram inúmeros contratempos, com o sucesso da reprodução no centro a ser, durante longos anos, muito limitado.

Com efeito, a reprodução desta espécie em cativeiro revelou-se uma missão difícil devido às suas características muito particulares, entre as quais se destaca o fato de cada fêmea só poder conceber num período de 12 a 24h das 72h em que, anualmente, se encontra receptiva ao acasalamento.

A este curto período anual de concepção, juntam-se a falta de interesse dos machos no ambiente do cativeiro e o insucesso nos acasalamentos. Estas dificuldades conduziram ao investimento na inseminação artificial que também não se apresentou como solução fácil.

No entanto, atualmente os cientistas afirmam ter finalmente afinado as técnicas de reprodução em cativeiro da espécie que passaram pelo desenvolvimento de uma estratégia inovadora de “troca de gêmeos”.

Esta técnica envolve “enganar” as fêmeas que dão à luz de forma a que cuidem das duas crias que normalmente parem e das quais apenas uma sobrevive, através da troca frequente dos recém-nascidos entre o cuidado materno e uma encubadora.

Com a reprodução em cativeiro a funcionar plenamente, pode-se passar à fase seguinte que é a libertação dos animais nascidos em cativeiro, o que deverá acontecer dentro de 15 anos, tendo-se já iniciado a construção do primeiro centro criado exclusivamente para o efeito.

Fonte: Naturlink

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