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AVANÇO

Vídeo de maus-tratos força mudança na lei de proteção às raias-manta nos EUA

17 de maio de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Olga Pankova/Getty Images

A captura de raias-manta gigantes nas águas da Flórida acaba de ganhar um novo capítulo. Após forte pressão pública e de entidades de defesa animal, a Flórida aprovou um conjunto de regras que restringe significativamente a coleta desses gigantes marinhos. Embora a proibição não seja total, a nova regulamentação altera drasticamente o destino dos animais capturados, focando na educação e barrando o envio para aquários fora dos Estados Unidos.

O estopim da mudança

A revisão das políticas de captura pela FWC foi impulsionada por um incidente que gerou forte indignação pública. Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrou uma raia-manta em visível estado de sofrimento durante um processo de captura nas águas do estado.

O animal em questão era a quinta raia capturada sob uma Licença de Atividade Especial (SAL) emitida pela FWC, e seu destino original era o SeaWorld de Abu Dhabi. Este caso reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre a preservação de espécies ameaçadas e a exploração comercial para entretenimento.

As novas regras na prática

A partir de 1º de julho, as novas diretrizes entram em vigor com o objetivo de aumentar a transparência e garantir o bem-estar da espécie. As principais mudanças incluem:

O desafio da estrutura

As raias-manta são criaturas colossais, podendo atingir até 8 metros de envergadura e pesar cerca de 2,4 toneladas. Devido a essas proporções majestosas, o cuidado em cativeiro exige infraestruturas gigantescas e altamente especializadas.

Atualmente, o Georgia Aquarium é a única instalação em todo o território dos Estados Unidos considerada apta para abrigar e exibir a espécie de forma adequada.

Dados da Captura: Desde 2019, a FWC emitiu 25 Licenças de Atividade Especial (SAL). Destas, três foram destinadas exclusivamente para uso internacional nos últimos dois anos — uma prática que agora chega ao fim.

Repercussão

Políticos e organizações de defesa dos direitos animais receberam a nova medida com um “apoio crítico”. Embora reconheçam a proibição da exportação como uma grande vitória, os defensores argumentam que ainda existem deficiências na proteção da espécie, exigindo limites de captura ainda menores e avaliações de bem-estar mais rigorosas a longo prazo.

Por sua vez, a FWC defende que a nova regulamentação é um passo fundamental para ampliar a transparência. A comissão garantiu que manterá uma supervisão contínua sobre a coleta de espécies marinhas ameaçadas, abrindo espaço para comentários públicos e ajustando os parâmetros da licença SAL para garantir uma exibição verdadeiramente responsável.

Fonte: CM7 Brasil

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