Sona era a última felina “circense” em Portugal. Ela foi transferida para um santuário para grandes felinos após a aprovação da lei que proíbe o uso de animais selvagens em circos.
Em Portugal, os circos tinham até 2025 para deixar de usar animais selvagens em espetáculos, conforme uma lei aprovada em 2019. O último tigre “circense” do país foi agora transferido para um santuário na Espanha.
Sona, uma felina branca de três metros de comprimento, viveu 16 anos em cativeiro, sendo a principal atração do circo. Era utilizada em truques de magia e, quando não estava “trabalhando”, permanecia em um reboque de caminhão com uma pequena jaula externa.
Felina era explorada desde os três meses
De acordo com a Fundação AAP (Animal Advocacy and Protection, Defesa e Proteção dos Animais), citada pela Lusa, Sona era explorada desde os três meses de idade.
Atualmente, o animal está em um santuário em Villena, na província de Alicante, aguardando o fim do período de quarentena para poder circular livremente. No entanto, sua transferência para a Espanha só foi possível graças à colaboração com a Pangea Trust, que já tinha conhecimento da situação de Sona desde 2018, segundo a Lusa.
Após a aprovação da lei que proíbe o uso de animais selvagens em circos, em fevereiro de 2019, esses estabelecimentos tiveram um prazo de seis anos para se adaptar à nova realidade. No final de 2025, encerrado o período para a entrega voluntária dos animais selvagens, os responsáveis por Sona entraram em contato com a Pangea Trust para realizar a transferência da felina.
A transferência de Sona para o santuário ocorreu há duas semanas e foi organizada pela Fundação AAP e pela Pangea Trust.
A luta contra o uso de animais selvagens em espetáculos circenses começou oficialmente em 2009. Nos últimos anos, os animais têm sido transferidos para santuários em países como Espanha, Países Baixos e Alemanha, escolhidos com base em critérios específicos.
O desaparecimento total de animais selvagens dos circos em Portugal faz parte de uma tendência mais ampla na Europa, onde diversos países vêm adotando proibições semelhantes, acompanhando o aumento das preocupações éticas e científicas sobre o tema.
Fonte: Euronews