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DINÂMICA DE VIOLÊNCIA

Teoria do Elo: gatinha e tutora são mortas em caso de feminicídio no interior de São Paulo

Família cobra que a morte da gata seja incluída na investigação.

29 de abril de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Ilustração | Pixabay

Um homem foi preso no interior de São Paulo, na segunda-feira (27/04), acusado de matar uma gatinha e sua tutora, Sueli Soares, de 60 anos, com quem ele mantinha um relacionamento. O caso aconteceu em Caçapava, mas o suspeito foi detido em Tremembé, cidade vizinha.

Claudemir Germano da Silva, de 50 anos, foi preso após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, Sueli foi encontrada morta dentro de casa, com sinais de agressão, no último sábado (25/04) e, no mesmo dia, a gatinha que vivia com ela também foi encontrado sem vida no quintal da residência, um fato que não consta no boletim de ocorrência, mas é apontado pela família da vítima como parte da mesma dinâmica de violência.

A chamada “Teoria do Elo” (The Link) sustenta que maus-tratos a animais costumam coexistir ou anteceder violências contra pessoas. No contexto da violência doméstica, esse padrão pode assumir contornos ainda mais cruéis, onde agressores atacam animais domésticos como forma de controle psicológico, intimidação e punição emocional.

Pesquisas conduzidas desde a década de 1980 indicam que, para muitas mulheres, os animais são fonte de apoio emocional e, justamente por isso, tornam-se alvos estratégicos. A violência contra eles causa sofrimento direto, e reforça o ciclo de medo e submissão.

No caso de Caçapava, a filha de Sueli relatou que o relacionamento da mãe com o suspeito era conturbado e marcado por desentendimentos. Na noite anterior ao crime, houve uma discussão, e a vítima teria pedido que o companheiro deixasse a casa. No dia seguinte, ela foi encontrada morta. O suspeito também teria sido visto com manchas de sangue nas mãos em uma mercearia da região.

A investigação segue em andamento e deve considerar laudos periciais e depoimentos para esclarecer a dinâmica do crime, incluindo, a morte da gata. Reconhecer essa conexão é uma questão de justiça para a gatinha e uma ferramenta importante para prevenir novos casos.

É necessário tratar a violência de forma integrada. Ignorar maus-tratos a animais pode significar deixar passar sinais precoces de risco, tanto para os cães, quanto para vidas humanas.

Denúncias de violência contra mulheres podem ser feitas pelo 180 ou em situações de emergência pelo 190. Maus-tratos a animais devem ser comunicados às autoridades policiais ou órgãos ambientais.

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