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DENÚNCIA

Tartarugas vivas são pintadas e vendidas como brinquedos e souvenirs em plataformas online e pontos turísticos

10 de abril de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução

A venda de tartarugas pintadas como “souvenirs vivos” é uma das faces mais abjetas do mercado de animais. Em plataformas online e pontos turísticos de cidades na China e no Vietnã, filhotes têm suas carapaças cobertas com tintas e adesivos coloridos para atrair compradores, causando imenso sofrimento e risco de morte.

O casco das tartarugas são uma estrutura viva, com nervos e vasos sanguíneos, fundamental para a regulação da temperatura corporal e para a absorção de luz solar, essencial à produção de vitamina D. Ao ser coberto, esse processo é prejudicado. O calor se acumula, a superfície deixa de funcionar como deveria e substâncias tóxicas podem penetrar no organismo, favorecendo infecções e levando a uma morte lenta e dolorosa.

Entre os canais utilizados para esse comércio, o site chinês Tao Hooos aparece como um dos espaços onde essas tartarugas são ofertadas como brinquedos, apresentando até estampas de personagens infantis.

Mesmo diante desse sofrimento, esses animais continuam sendo vendidos por poucos dólares. Em muitos casos, são mantidos em sacos plásticos selados, sem ventilação, espaço ou acesso a água adequada. Nessas condições, acabam sufocados ou morrem em poucos dias, expostos aos próprios dejetos.

Cerca de 44 mil tartarugas são retiradas da natureza todos os anos para abastecer o tráfico de animais silvestres. Espécies raras chegam a ser traficadas por altos valores, impulsionadas por interesses econômicos e culturais.

Enquanto houver quem compre, haverá quem explore. Romper com essa violência passa por recusar qualquer forma de consumo que envolva a vida de animais.

A denúncia foi feita pela organização Netzfrauen, composta por mulheres que atuam na mudança de diversos problemas sociais e ambientais em Bremen, na Alemanha.

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