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ADAPTAÇÃO

Tartaruga sem força nas patas volta a andar após receber rodinhas

Movimento das patas do réptil ficou temporariamente prejudicado devido à possível trauma neurológico

22 de abril de 2026
Júlia Sardinha
2 min. de leitura
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Foto: Nielson Donato

Com o avanço da idade, problemas de locomoção costumam vir à tona. E isso vale também para os animais. Uma fêmea de tartaruga-gigante-de-aldabra (Aldabrachelys gigantea) que vivia tranquilamente em um zoológico particular de Manila, nas Filipinas, viveu isso: suas pernas dianteiras e traseiras começaram a não responder mais aos comandos simplesmente porque estavam fracas demais.

“Acreditamos que possa ser uma fraqueza […] de origem neurológica”, afirmou o veterinário Nielsen Donato, veterinário do projeto Vets in Service, em entrevista ao site Popular Science. Ou, ainda, “provavelmente havia outros companheiros envolvidos e, às vezes, quando tentavam se montar [na tartaruga], isso pode ter causado um trauma nas patas traseiras, levando um tempo para a recuperação”. Em répteis, a monta pode representar tanto um comportamento lúdico quanto um ato de acasalamento.

O tratamento começou com o uso de lasers anti-inflamatórios, até que Donato e a sua equipe tiveram uma ideia inusitada: instalar quatro rodinhas no plastrão do animal, nome técnico para a parte inferior da carapaça. O resultado você pode conferir no vídeo abaixo:

No vídeo, é possível perceber que, de início, a tartaruga estranha a aquisição, mas foi só perceber que se movia que logo acostumou com as instalações. Após algum tempo, Donato removeu as rodas da tartaruga e ela voltou a andar normalmente.

Não à toa, a sua melhora, ainda que gradual, foi perceptível para todos. Assim que a colocaram no chão, “ela apresentou algumas melhorias e a devolvemos para casa”, contou o veterinário. A equipe também tomou cuidados extras para a instalação das rodinhas: “medimos a altura. Inicialmente, parecia muito alta, mas queríamos diminuir a pressão sobre as patas, o que também permitiria uma maior amplitude de movimento ao tentar andar”. Fofo, não?

Fonte: Revista Galileu

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