O Reino Unido anunciou na última quinta-feira (15/10) que oferecerá vistos de emergência com duração de seis meses a 800 açougueiros estrangeiros para continuar com a morte de milhares de porcos para consumo humano.
O país enfrenta uma crise de mão de obra e abastecimento de comida por causa da Covid-19 e do Brexit.
Segundo a agência Reuters, com o êxodo de trabalhadores do Leste Europeu em matadouros e locais de processamento de carnes, cerca de 120 mil porcos não foram mortos em celeiros e campos de todo o país.
Para a Associação Nacional de Porcos, estes animais estão “esperando para serem mortos” e, por isso, o governo britânico autorizou que açougueiros possam entrar temporariamente sob o esquema de “trabalhador sazonal” por até seis meses.
No início de outubro, o Reino Unido também anunciou que pretendia autorizar que mais de 100 mil porcos fossem incinerados vivos para conter o excedente de produção por causa da “falta de açougueiros”.
Exploração de porcos
Para produzir a quantidade de carne de porco necessária para atender à demanda dos consumidores, a pecuária contemporânea centra-se em criar porcos o mais rápido possível ocupando o menor espaço possível.
O resultado disso é que as vida destes animais consistem de sofrimento contínuo devido à maneira em que são forçados a viver.
A forma de parar todo esse sofrimento desses animais é parar a demanda pelos produtos que são obtidos como resultado de sua exploração. Algumas pessoas podem pensar que a pecuária ao ar livre pode ser uma solução para parar todo esse abuso aos porcos.
Mas é importante lembrar que mesmo que alguns dos abusos sofridos por porcos em fazendas industriais não ocorram mais nessas fazendas extensivas, eles ainda são muito prejudicados; porcos são enviados aos matadouros em caminhões nos quais eles sofrem terrivelmente.
Nos matadouros, estão sujeitos à eletronarcose (na qual uma descarga elétrica é aplicada em sua cabeça com alicates elétricos), ou à câmara de gás, e são acorrentados de cabeça para baixo e cortados com uma faca para que sangrem até a morte. Eles são, portanto, dolorosamente privados de suas vidas em uma idade muito jovem.