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AUTODEFESA

Cercado por manada, caçador de 75 anos morre pisoteado por elefantas com filhotes em floresta africana

25 de abril de 2026
Redação ANDA
1 min. de leitura
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Ernie Dosio — Foto: Reprodução/bobbyhansensafaris.com

Um caçador estadunidense de 75 anos morreu após entrar armado em uma área ocupada por elefantas com filhotes na floresta do Gabão. A aproximação foi percebida como ameaça em um espaço de cuidado materno, desencadeando reação imediata do grupo.

Fêmeas que protegem suas crias tendem a agir de forma defensiva diante de risco, sobretudo quando há presença humana com armamento. O guia foi atingido primeiro e, na sequência, o homem acabou pisoteado. A resposta dos animais está ligada à proteção dos filhotes, em sociedades marcadas por laços profundos e organização social sofisticada. Situações como essa não configuram ataques, mas respostas naturais à invasão e à pressão contínua sobre a vida silvestre.

Identificado como Ernie Dosio, ele participava de uma expedição organizada pela empresa Collect Africa com o objetivo de matar um duiker-de-dorso-amarelo, espécie rara de antílope. A prática voltada à obtenção de troféus levou o grupo a avançar por vegetação densa até o encontro com a manada. O episódio ocorreu em uma região que abriga uma das maiores populações de elefantes-da-floresta do mundo, com cerca de 50 mil indivíduos no Gabão, espécie fundamental para o equilíbrio ecológico.

O histórico do participante incluía incursões voltadas à eliminação de leões, búfalos e elefantes, prática recorrente entre adeptos da chamada caça de troféu. Ainda permitida em algumas regiões, essa atividade mantém a morte de animais como entretenimento e se configura como violência institucionalizada, ampliando a pressão sobre espécies já ameaçadas e sustentando uma lógica de dominação que reduz vidas a alvos.

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