A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) criou um banco de ração para ajudar pessoas que cuidam de animais domésticos e enfrentam dificuldades para manter a alimentação adequada, bem como protetores de animais que oferecem lares temporários.
Segundo a prefeitura, ainda não há um número exato de protetores que serão beneficiados, mas os protetores que necessitam do apoio podem fazer um cadastro por um formulário online.
As informações do cadastro vão ajudar a mapear quantos protetores existem, conhecer melhor a realidade de cada um e a quantidade de animais assistidos.
Já aos interessados em doar as rações, não há uma quantidade mínima. No entanto, a orientação é que, preferencialmente, a ração seja entregue em saco fechado, para evitar contaminação e a entrada de insetos.
As doações podem ser feitas nos seguintes locais:
- diretamente no Abrigo de Animas de Prudente: Rodovia Júlio Budiski (SP-501), km 7,8;
- na Secretaria Municipal de Turismo: localizada no Parque do Povo, próximo à Fundação Mirim;
- na Secretaria de Meio Ambiente: ao lado da Escola Estadual Professora Fátima Falcon.
Segundo a prefeitura, é possível também solicitar a retirada da ração doada, por meio do contato com o Abrigo de Animais, pelo telefone (18) 3906-2460. Os três endereços citados acima funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Além de depósito de ração, o abrigo também conta com baias para acolhimento temporário dos animais, recepção, sala de banho e tosa, consultório, sala de vacinação, centro cirúrgico, sala de esterilização e paramentação.
Número de maus-tratos
Casos de maus-tratos contra animais seguem em crescimento no oeste paulista. Dados obtidos pelo g1 por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de janeiro de 2026, 53 pessoas foram conduzidas a Delegacias da Polícia Civil na região de Presidente Prudente, com sete prisões em flagrante e 31 aplicações de medidas cautelares ou outras providências policiais.
Os números também revelam aumento progressivo de ocorrências nos últimos anos. Em 2025, foram 534 registros de ocorrência, uma alta de 16,8% em relação a 2024, que teve 457 casos. Em 2023, haviam sido 448 registros.
Ao todo, 86 animais foram resgatados nesse período, entre cães, gatos, serpentes, galinhas, equinos, bovinos e pássaros.
Fonte: G1