
A Prefeitura de Florianópolis (SC) sancionou uma nova legislação que proíbe expressamente a comercialização de vacinas anti-cio destinadas a cães e gatos em agropecuárias e pet shops. A lei surge como um marco na proteção animal do município e atende a uma demanda histórica de veterinários, que alertam contra o uso indiscriminado desse produto de balcão.
A proibição visa impedir que responsáveis comprem e apliquem o hormônio por conta própria, sem critério técnico. A partir de agora, o comércio fica restrito para proteger a fauna doméstica de intervenções inadequadas.
Os graves riscos à saúde de cadelas e gatas
A trajetória do desmonte desse comércio tradicional chama a atenção pelos riscos biológicos. Amplamente desencorajada pela comunidade médico-veterinária, a “vacina anti-cio” (uma carga massiva de hormônios sintéticos) está diretamente ligada ao surgimento precoce de tumores de mama de alta malignidade.
Além do câncer, o fármaco frequentemente resulta em infecções uterinas graves e potencialmente fatais, como a piometra. Em animais gestantes, o medicamento pode causar a morte e a maceração dos fetos, gerando quadros severos de infecção generalizada.
Incentivo à castração como alternativa segura
Esta mudança na regulamentação local foca em conscientizar a população de que a castração cirúrgica continua sendo o único método 100% seguro para o controle populacional. O procedimento previne o cio e evita o desenvolvimento de patologias graves.
Após o encerramento do prazo de adaptação, os estabelecimentos que descumprirem a norma na capital catarinense estarão sujeitos a penalidades e fiscalização, consolidando a nova legislação de bem-estar animal.
Fonte: PSOL Brasil, adaptado pela equipe Cães&Gatos.




