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IRREGULARIDADES

MPSC move ação por improbidade contra ex-delegado após caso do cão Orelha

Processo tramita em sigilo e envolve possível abuso de autoridade e falhas na condução da investigação.

16 de abril de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em relação à atuação no caso do cão Orelha, em Florianópolis.

A ação foi protocolada na última segunda-feira, dia 13, pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, na 1ª Vara da Fazenda Pública. O processo ocorre sob sigilo, e por isso não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo.

O caso envolve a investigação da morte de “Orelha”, um cão comunitário que morreu após ser agredido no início de janeiro. Em março, o MPSC já havia instaurado inquérito para apurar possíveis irregularidades na condução do caso, incluindo suspeitas de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa.

Mesmo após a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público solicitou novas diligências, apontando inconsistências e lacunas nas investigações. Com isso, o caso segue em aberto.

Ao tomar conhecimento da ação pela imprensa, Ulisses Gabriel afirmou que ainda não foi formalmente notificado e que só irá se manifestar após ter acesso aos autos. Ele também disse receber a apuração com tranquilidade e reafirmou seu compromisso com a legalidade.

A investigação sobre a morte do animal continua em andamento e deve ter novos desdobramentos após as diligências solicitadas pelo Ministério Público.

Pré-candidatura

Ulisses Gabriel anunciou em fevereiro que é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. Ulisses estava à frente da Polícia Civil de Santa Catarina desde 10 de janeiro de 2023, no início do governo Jorginho Mello (PL).

“Foram 3 anos e 2 meses intensos: cerca de 4 milhões de ocorrência, milhares de investigações, 19500 mandados de prisão (de 2019 a fev. de 2022 foram 9610) e quase 26589 mandados de busca de 2019 a fev. de 2022 foram 14494) e apreensão e 4,5 bilhões bloqueados do crime organizado. Se comparar com o governo em número de mandados cumpridos foi o dobro de produtividade”, publicou Ulisses na época do anúncio.

Fonte: Oeste Mais

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