Uma maritaca ferida que apareceu precisando de ajuda em Nhandeara, no interior de São Paulo, acabou encontrando um segundo lar justamente na casa de quem dedica a vida ao resgate de animais. Após receber os devidos cuidados, se recuperar e voltar à natureza, a ave surpreendeu a todos ao passar a fazer visitas frequentes ao local onde foi acolhida. A história foi compartilhada por Aline Priscilla, da Proteção Animal Nhandeara, evidenciando o comportamento espontâneo da ave meses após a sua soltura.
Entenda
O caso começou quando Aline Priscilla recebeu um pedido de socorro para resgatar uma maritaca debilitada, que provavelmente havia sido atacada por um gato.
Após se recuperar e ser solta na natureza, a ave começou a voltar com frequência à casa da protetora por reconhecimento, e não por dependência.
As maritacas possuem uma memória impressionante, criam vínculos e reconhecem rostos e ambientes onde se sentiram seguras.
Apesar das visitas interativas, a ave mantém sua rotina totalmente livre, reforçando que o cuidado fez parte do caminho, mas a liberdade sempre foi o destino.
A ave chegou à ONG muito debilitada, necessitando de cuidados intensivos e de um local seguro para se recuperar. Aos poucos, ela foi ganhando força novamente até estar totalmente pronta para voltar à vida livre. Após a recuperação, a maritaca foi solta e o esperado era que seguisse seu caminho pela natureza sem retornar, mas não foi o que aconteceu.
“Quando você é chamada para resgatar uma maritaca, cuida dela, solta e meses depois ela continua voltando”, contou Aline Priscilla.
As visitas passaram a acontecer de forma espontânea, com a ave aparecendo no local para observar o ambiente, interagir e permanecer por alguns momentos antes de seguir voo novamente.
“Não por dependência, mas talvez por reconhecimento”, refletiu a protetora na legenda da publicação.
De acordo com relato de Aline no Instagram, essas aves são muito inteligentes e possuem uma memória impressionante. “Criam vínculos, reconhecem rostos e ambientes e muitas vezes retornam a lugares onde se sentiram seguras”, escreveu. Essa capacidade é uma característica marcante dos psitacídeos, família de aves que inclui papagaios, periquitos e maritacas.
Apesar das idas e vindas frequentes à residência, Aline deixou claro que o objetivo do projeto sempre foi devolver o animal à vida selvagem e que a ave mantém sua rotina totalmente livre. “E toda vez que escolhe voltar, lembra que o cuidado fez parte do caminho, mas a liberdade sempre foi o destino”, concluiu a protetora.
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Fonte: Metrópoles