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CRIME GRAVE

Mais de 20 animais são encontrados mortos em parque nacional da Itália; suspeita é de envenenamento

Investigações iniciais sugerem a presença de isca envenenada em uma das áreas onde as carcaças foram achadas

24 de abril de 2026
Renata Turbiani
2 min. de leitura
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Um dos lobos encontrados mortos na Itália. Foto: Divulgação

Desde o dia 16 de abril, 18 lobos, 3 raposas e 1 ave de rapina foram encontrados mortos no Parque Nacional de Abruzzo, Lazio e Molise, na Itália. A suspeita é de envenenamento.

Investigações iniciais, realizadas com o apoio da Unidade Canina Antiveneno do parque revelaram vestígios que sugerem a presença de isca envenenada. As carcaças dos animais e o material encontrado foram apreendidos e entregues à Procuradoria Pública de Sulmona.

As autoridades do local enfatizaram em comunicado que o uso de iscas envenenadas, além de visar indiscriminadamente várias espécies, representa uma ameaça real para toda a vida selvagem, particularmente para grupos ameaçados como o urso-pardo-marsicano, subespécie do urso-pardo.

“O quadro que se desenha é extremamente grave e, embora ainda não tenham sido encontradas iscas envenenadas ou artefatos que claramente sugiram envenenamento em algumas áreas, a presença de múltiplas espécies mortas nos mesmos contextos levanta uma forte suspeita”, acrescentaram.

E completaram: “A decepção se mistura ao desespero, numa dor que varia do sofrimento profundo à incredulidade. Durante esses dias de trabalho de campo, e além, continuamos a esperar que não tenhamos que lidar com mais más notícias e que não precisemos atualizar este relato dramático”.

A unidade italiana do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) disse que este é um dos crimes contra a vida selvagem mais graves dos últimos 10 anos, e que nenhum conflito com atividades humanas ou prejuízo econômico pode justificá-lo.

“O lobo representa um patrimônio indiscutível da biodiversidade italiana e desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio natural. Atacá-lo em uma das áreas mais emblemáticas de sua conservação significa não apenas matar animais protegidos, mas também comprometer a saúde dos ecossistemas e apagar décadas de compromisso com a preservação da natureza”, destacou a organização.

O WWF pontuou que “esse clima de ódio contra os lobos também é alimentado por decisões políticas que enfraquecem sua proteção, a começar pela recente redução de seu status de proteção”.

A ONG se refere à decisão da União Europeia de rebaixar a espécie de estritamente protegida para protegida, visando principalmente facilitar o abate e o controle de populações crescentes.

Reportagem do The Guardian observa que o rebaixamento ocorreu após pressão de agricultores devido ao aumento de ataques ao gado e foi fortemente apoiado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, porque um lobo matou seu pônei de estimação, Dolly.

Fonte: Um só Planeta

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