O influenciador Cesar Rincon compartilhou neste domingo (21/06) um vídeo nas redes sociais em que aparece participando da caça de javalis. As imagens mostram alguns javalis sendo perseguidos e mortos.
Na legenda da publicação Rincon ainda comemorou o número de mortes registradas durante a ação. “Dia finalizado com 124 abates! Sem caçada noturna!”, escreveu o influenciador, como se a matança de animais fosse um número a ser exibido com orgulho para seus seguidores.
A publicação banaliza a violência contra animais e a transformação da morte em entretenimento. A exibição pública dos javalis sendo mortos e a comemoração da matança é parte da cultura da caça, que trata vidas como números e normaliza a crueldade sob o argumento do manejo populacional.
No Brasil, a caça é proibida para espécies nativas, mas uma exceção foi criada para o javali-europeu e seus cruzamentos, como o javaporco. Classificados pelo Ibama como espécies exóticas invasoras, a legislação permite que eles sejam mortos cruelmente em caçadas, desde que sejam cumpridas exigências legais específicas e obtidas as autorizações necessárias.
Embora os javalis tenham sido introduzidos pelo próprio ser humano para fins econômicos e posteriormente tenham se espalhado pelo território nacional, são os próprios animais que acabam pagando com a vida pelos impactos causados por uma situação que não criaram.
Além disso, políticas baseadas no extermínio não resolvem as causas estruturais do problema e alimentam a violência contínua contra os animais. Há anos, pesquisadores e organizações cobram investimentos mais robustos em métodos éticos de controle populacional, prevenção de novas introduções, fiscalização de criadouros e medidas que reduzam a expansão da espécie sem recorrer à matança em larga escala.
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