Poucos animais vivos podem ser considerados testemunhas de quase dois séculos de história. É o caso de Jonathan, uma tartaruga-gigante-das-Seychelles que recebeu uma nova homenagem do Guinness World Records por um feito raro: aos 194 anos, ela é reconhecida como o animal terrestre vivo mais velho do planeta.
A cerimônia aconteceu no dia 17 de junho, na ilha de Santa Helena, território britânico localizado no Atlântico Sul, onde o réptil vive há mais de 140 anos. A distinção faz parte de uma iniciativa criada para destacar recordistas cujas trajetórias tiveram impacto duradouro e despertaram interesse ao redor do mundo.
A idade impressionante transformou Jonathan em uma celebridade entre moradores e visitantes da ilha. Estima-se que ele tenha nascido por volta de 1832, décadas antes da construção de alguns dos monumentos mais conhecidos do planeta e em um período anterior ao início da Era Vitoriana, no Reino Unido.
Uma vida que atravessou gerações
Jonathan chegou a Santa Helena em 1882, quando tinha cerca de 50 anos. Desde então, tornou-se um dos símbolos mais conhecidos do território, vivendo nos jardins da residência oficial do governador local.
Ao longo das décadas, o animal acompanhou transformações históricas, mudanças tecnológicas e gerações inteiras de habitantes da ilha. Sua presença constante fez com que se tornasse uma figura querida pela população local, que o apelidou de “ol’ Jono”.
A longevidade chama atenção principalmente porque supera com folga a expectativa de vida normalmente associada à espécie, de 150 anos. Enquanto muitas tartarugas-gigantes vivem mais de um século, poucos indivíduos alcançam uma idade tão avançada.
Como está a saúde de Jonathan
Jonathan continua mantendo uma rotina considerada ativa para um animal de sua faixa etária. Ele passa boa parte do tempo caminhando pelos jardins, alimentando-se regularmente e convivendo com outras tartarugas.
O envelhecimento trouxe algumas limitações naturais. O réptil perdeu o olfato ao longo dos anos, mas segue demonstrando interesse pela alimentação e recebe acompanhamento constante para garantir seu bem-estar.
Entre os alimentos oferecidos pelos cuidadores estão frutas e vegetais, que fazem parte da dieta adaptada às necessidades de um animal centenário.
A nova homenagem do Guinness reforça o status de Jonathan como um dos animais mais extraordinários já registrados. Ele se tornou um símbolo da longevidade e da capacidade de adaptação de espécies que podem viver por períodos muito além da expectativa de vida da maioria dos vertebrados terrestres.
Fonte: UOL