O que parecia ser apenas um detalhe na paisagem alagada de Rondônia revelou-se um pedido silencioso de socorro. Geovane de Souza Silva, acostumado à rotina nos rios, avistou um pequeno ponto azul agarrado a um tronco seco e, ao se aproximar, descobriu um filhote de arara-canindé em perigo. A ação rápida e cuidadosa do morador evitou que a ave caísse na água, garantindo seu retorno seguro ao ninho e emocionando milhões de pessoas na internet.
Entenda
Geovane navegava por uma região alagada quando notou algo incomum fixado a uma árvore seca no meio da água. Para evitar bicadas e não ferir o animal, o homem usou o remo da canoa para que o filhote subisse e fosse trazido a bordo.
A parte mais tensa foi manobrar a embarcação para colocar a ave de volta na cavidade do tronco de onde ela havia caído. Dois dias após o resgate, Geovane retornou ao local e confirmou que a ararinha permanecia segura e protegida em sua casa.
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Repercussão e cuidado animal
Geovane, que já possui experiência como tutor de pássaros, sabia que o resgate exigia paciência. Um movimento brusco poderia assustar o filhote de arara, fazendo-o se desequilibrar e cair na área alagada.
Com movimentos precisos, ele conseguiu conduzir a criaturinha até o interior da canoa e, posteriormente, devolvê-la ao topo do tronco seco.
O registro do momento foi compartilhado em seu perfil no Instagram, na sexta-feira (8/5), e rapidamente se tornou um fenômeno digital. O vídeo já ultrapassou a marca de 11,9 milhões de visualizações, gerando uma onda de comentários positivos sobre a sensibilidade do homem diante da vida selvagem.
Desfecho da história
Apesar do sucesso inicial, muitos internautas expressaram dúvida se o local era, de fato, o ninho da arara. Demonstrando compromisso com o bem-estar do animal, Geovane voltou à região para monitorar a situação.
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O reencontro foi gratificante: a arara-canindé foi encontrada sequinha e bem acomodada. A confirmação de que o filhote sobreviveu e continua no local original encerrou o ciclo de tensão, transformando o “pontinho azul” em um símbolo de esperança e preservação.
Fonte: Metrópoles