Molly, uma husky siberiana de dois anos, morreu um dia depois de ter sido deliberadamente incendiada. O caso aconteceu na Tailândia, em fevereiro deste ano, e a sentença para o responsável pelo crime de maus-tratos foi divulgada no início de junho: o homem terá de pagar uma multa de 50 mil baht (moeda local, equivalente a cerca de 132,49 euros) e cumprirá uma pena suspensa de seis meses. A decisão provocou indignação entre defensores dos direitos dos animais.
Charoen Khamwun, de 56 anos, foi preso após causar a morte da husky e acusado de crueldade animal e danos à propriedade de terceiros, já que a cadela não lhe pertencia, informou o Bangkok Post na época do crime.
O homem confessou o ato, alegando ter acordado na madrugada de 13 de fevereiro com o som alto de um de seus galos de briga. Ao sair de casa para verificar o que estava acontecendo, encontrou Molly dentro da gaiola onde mantinha os animais, sendo que um deles estava ferido. Em seguida, voltou para dentro da residência, pegou óleo lubrificante e o despejou sobre a cadela. Depois, ateou fogo a um pedaço de papel e o lançou contra Molly, queimando grande parte de seu corpo.
A husky foi encontrada por outra pessoa e resgatada, sendo levada a uma clínica veterinária, onde não resistiu aos ferimentos.
A sentença foi determinada pelo tribunal da província de Songkhla, que suspendeu a pena de seis meses pelos próximos dois anos. Dessa forma, Charoen não precisará cumprir pena em regime prisional, a menos que descumpra as condições impostas pela suspensão.
A organização de defesa dos direitos dos animais Watchdog Thailand Foundation se manifestou sobre a decisão na semana passada, afirmando que o caso é “de partir o coração para os amantes dos animais em todo o país” e criticando o fato de o criminoso não ter sido condenado à prisão. A entidade também declarou que o desfecho “reflete claramente o grande problema das leis tailandesas de proteção animal”, uma vez que “a punição aplicada não é suficientemente severa para intimidar os criminosos e promover justiça real”.
“Molly não pode falar por si mesma. Molly não pode dizer ao tribunal o quanto está sofrendo. E Molly não tem a chance de voltar para casa novamente”, escreveu a organização. A associação também fez um apelo para que o caso não “se torne apenas mais uma notícia passageira, mas uma força capaz de levar a sociedade tailandesa a reconhecer que as leis contra a crueldade animal precisam ser aplicadas com seriedade”.
“Descanse em paz, pequena Molly. Que sua partida não tenha sido em vão”, concluiu a entidade.
Fonte: Pets In Town