Uma tragédia envolvendo uma charrete puxada por cavalos no Central Park, em Nova York (EUA), resultou na morte de um jovem de 18 anos. O acidente ocorreu após um dos cavalos se assustar e disparar provocando o tombamento da carruagem, e é consequência de submeter cavalos às condições estressantes e imprevisíveis de grandes centros urbanos, colocando todos em risco.
O adolescente, identificado pela imprensa local como um turista indiano, passeava pelo Central Park com outras três pessoas quando o condutor da charrete teria se afastado para fotografar o grupo. Segundo informações divulgadas pela polícia, o cavalo disparou repentinamente, colidiu com outra carruagem e provocou o capotamento do veículo.
Gravemente ferido após ser lançado para fora da charrete, o jovem foi socorrido e encaminhado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os demais ocupantes não precisaram de atendimento médico.
Imagens do incidente mostram o momento em que o cavalo corre descontroladamente antes da colisão. Para Alexander Kemp, vice-presidente do sindicato Transport Workers Union Local 100, a conduta do cocheiro foi inaceitável. Em declaração à imprensa local, ele afirmou que um condutor jamais deveria abandonar sua posição para tirar fotografias e defendeu uma investigação completa sobre o caso.
A tragédia ocorreu apenas uma semana após a morte de Deniz, um cavalo de 16 anos utilizado na mesma atividade turística. Ele desmaiou e morreu nas proximidades do Central Park depois de ingerir uma planta tóxica. Resultados preliminares da necropsia apontaram envenenamento por teixo japonês, espécie altamente perigosa para equinos.
Os dois casos consecutivos mostram os impactos físicos e psicológicos sofridos por cavalos explorados em passeios turísticos e obrigados a trabalhar em meio ao trânsito intenso, ruídos constantes, obras e outras condições estressantes de uma das cidades mais movimentadas do mundo.
A Central Park Conservancy, organização responsável pela gestão do parque, renovou seu apelo pela retirada definitiva das charretes do local. Em nota, a entidade afirmou que a proximidade entre os dois incidentes deixa claro os perigos que a atividade representa para visitantes, trabalhadores e para os próprios animais.
Autoridades também voltaram a defender mudanças. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, já manifestou apoio ao encerramento da exploração de cavalos em passeios turísticos. A vereadora Shahana Hanif classificou os acontecimentos recentes como uma prova de que as charretes são inseguras tanto para seres humanos quanto para os animais envolvidos.
Hanif voltou a defender a aprovação da Ryder’s Law, proposta que prevê o fim gradual das licenças para esse tipo de serviço ao longo de dois anos. Segundo a parlamentar, os acidentes não são casos isolados, mas consequência de uma atividade ultrapassada que continua colocando vidas em risco.
O vereador Harvey Epstein também se declarou horrorizado com o ocorrido. Em comunicado, afirmou que a cidade presencia repetidamente pessoas e cavalos sofrendo as consequências de uma indústria que representa sérios riscos à segurança pública e ao bem-estar animal.
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