Um homem foi preso após ser flagrado atirando uma pedra grande contra uma foca-monge-havaiana, um dos mamíferos marinhos mais raros do planeta, na costa de Maui, no Havaí. A foca, conhecida como Lani, nadava próxima à faixa de areia quando foi alvo da agressão, registrada em vídeo por testemunhas indignadas.
As imagens mostram o homem de 37 anos carregando uma pedra de grande porte, descrita como do tamanho aproximado de um coco, e mirando diretamente na cabeça da foca, ignorando os pedidos desesperados de pessoas que estavam no local para que se afastasse dela. Segundo testemunhas, o ataque foi deliberado, gratuito e completamente injustificável.
O Departamento de Terras e Recursos Naturais do Havaí (DLNR) informou que agentes da Divisão de Fiscalização de Conservação e Recursos Naturais (DOCARE) foram acionados após denúncias de assédio contra a foca nas proximidades da Praia Shark Pit, em Lahaina. O suspeito foi localizado, detido e identificado pelas autoridades, mas se recusou a prestar depoimento, solicitando a presença de um advogado.
De acordo com uma testemunha que gravou a cena, o homem demonstrou arrogância e desprezo diante da gravidade do ataque. “Me multem. Sou rico”, respondeu ele após ser informado de que as autoridades haviam sido acionadas.
Banhistas permaneceram ao lado da foca após a agressão para monitorar suas condições. Relatos apontam que Lani aparentava estar visivelmente abalado e estressado depois do ataque. O caso gerou uma onda de indignação nas redes sociais, onde internautas e defensores da vida selvagem passaram a exigir punição exemplar ao responsável.
As focas-monge-havaianas estão entre os mamíferos marinhos mais ameaçados do mundo. Restam apenas cerca de 1.600 indivíduos na natureza, todos restritos ao arquipélago do Havaí. A espécie é protegida por legislações estaduais e federais, incluindo a Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção e a Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos dos Estados Unidos.
As autoridades reforçaram que é ilegal assediar, perseguir, alimentar ou causar qualquer dano às focas-monge. O chefe da DOCARE, Jason Redulla, afirmou que casos semelhantes já resultaram em multas de milhares de dólares e outras sanções severas.
A investigação foi encaminhada ao Escritório de Fiscalização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA-OLE), responsável por analisar possíveis medidas criminais e administrativas. Até o momento, o homem não foi formalmente acusado.
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