Câmeras de segurança da Rua Granado, em Campo Grande, flagraram o exato momento em que um homem abandona um cachorro no meio da rua, amarrado num poste. Sem qualquer remorso, o homem dá as costas para o animal e segue em frente, sem olhar para trás. Abandono é considerado crime de maus-tratos no Brasil, pela Constituição e pela Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98, com punição prevista é a prisão, multa ou a perda da guarda do animal. A legislação também prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa para quem pratica atos contra animais.
As primeiras imagens mostram o animal parado, como se estivesse esperando seu tutor voltar para resgatá-lo, o que não acontece. Nervoso, ele tenta se libertar da corda que tinha no pescoço e se arrisca entre a calçada e o meio fio com os carros que passam pela rua pouco iluminada.
Na mesma noite, o animal foi resgatado por um motorista de aplicativo e uma voluntária da Associação Casa Diolanda para onde foi levado. Em sua página no Instagram, a ONG, que já cuida de cerca de 200 animais, fala que os abandonos na região estão cada vez mais frequentes e pede ajuda para cuidar do cachorro, que será cuidado, castrado e colocado para adoção.
“Um cão adulto, cheio de carrapatos, alguns nódulos que ainda não sabemos se é câncer e ele muito, muito assustado. Esse foi o abandono que aconteceu na madrugada de quinta-feira, no início de um feriado que fala sobre compaixão.”
O presidente da comissão de defesa dos animais, Luiz Ramos Filho (PNM), recebeu o vídeo e, imediatamente, denunciou à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Agora, os policiais tentam identificar um Fiat Idea que pertenceria ao suspeito.
“É uma cena muito triste, que vem se repetindo. Vamos cobrar rigor na apuração deste caso, para que o paradeiro deste homem seja descoberto e ele seja punido. O abandono de animais vem aumentando muito e é crime”, diz Luiz Ramos Filho, que está acompanhando as investigações.
“As pessoas perdem renda e abandonam o animal, como se fosse um móvel antigo. Antes de adotar é preciso muita responsabilidade, porque o animal é para a vida toda, não é para ser descartado na primeira dificuldade”.
Fonte: Extra