Um turista foi proibido de entrar por três anos na área turística do Monte Emei, na província de Sichuan, na China, após empurrar um macaco tibetano silvestre em um episódio que provocou indignação nas redes sociais chinesas.
O caso aconteceu no dia 4 de maio, na região de Leidongping, uma das áreas mais visitadas do parque natural. Imagens amplamente compartilhadas mostram o macaco sentado em uma grade próxima à estrada enquanto comia uma tangerina. Em seguida, um homem se aproxima rapidamente e empurra o macaco com as duas mãos, quase o derrubando da estrutura, antes de fugir rindo.
A cena gerou forte repercussão online e foi duramente criticada por usuários chineses, que classificaram a atitude como cruel, perigosa e desrespeitosa com a vida animal. Muitos comentários demonstraram revolta com a agressão gratuita contra o macaco que não apresentava qualquer ameaça.
Após investigação conduzida por autoridades policiais e órgãos ambientais, o homem foi identificado e admitiu a agressão durante depoimento oficial. Segundo a administração do Monte Emei, a conduta violou normas de proteção à fauna silvestre e regras de comportamento estabelecidas para visitantes da reserva.
Como punição, o turista foi incluído em uma lista de pessoas banidas por comportamento considerado incivilizado e ficará impedido de acessar a área turística pelos próximos três anos.
O macaco tibetano é uma espécie protegida na China e integra a lista nacional de fauna sob proteção de segunda categoria. A região do Monte Emei abriga cerca de 500 indivíduos vivendo em grupos espalhados pela área montanhosa.
Especialistas lembram que animais silvestres frequentemente sofrem estresse constante em regiões turísticas devido à aproximação humana, alimentação inadequada, perseguições, gritos, fotografias invasivas e agressões físicas. Em muitos locais turísticos ao redor do mundo, macacos acabam tratados como atrações interativas, ficando expostos a abusos praticados por visitantes em busca de entretenimento ou vídeos para redes sociais.
Autoridades locais reforçaram que turistas são proibidos de alimentar, tocar, perseguir, assustar ou atacar os animais da reserva e pediram que visitantes mantenham distância segura da fauna silvestre.