Um filhote de capivara que nasceu prematuro foi resgatado e internado no dia 18 de março em uma clínica veterinária, em Itu (SP).
O filhote, uma fêmea apelidada de “Renatinha”, foi resgatado pelo Núcleo da Floresta em uma área conservada. Por ter nascido antes da hora, precisou de tratamento urgente, já que não conseguia andar e apresentava problemas neurológicos.
Ao g1, a médica veterinária Fernanda Passos Nunes, da clínica Espaço Selvagem, contou nesta terça-feira (14/04) que a capivara não tinha os dentes formados nem as unhas desenvolvidas quando foi resgatada.
“O pulmão também não estava totalmente formado, por isso precisou ficar sob cuidados intensivos, em UTI. Além disso, provavelmente não mamou leite materno. Ela precisava de todos os cuidados de uma clínica veterinária e, como somos especializados em capivaras, permanecemos com ela sob nossos cuidados”, explica a veterinária.
A profissional conta que o animal não será solto na natureza porque há chances de não ser aceito pelo grupo. Portanto, dependerá de cuidados humanos pelo resto da vida.
“Mesmo em outras fases da vida, existe a questão da territorialidade das capivaras, que não permitem a entrada de outros animais em grupos já formados. Outro ponto é que ela chegou muito jovem, ainda recém-nascida, e dependeu totalmente de cuidados humanos para sobreviver”, diz.
Nos primeiros dias, o filhote precisou receber alimentação especial com mamadeira. No entanto, atualmente, já consegue comer sozinho.
Animal silvestre
A clínica veterinária reforça que a capivara é um animal silvestre e que sua permanência no local ocorre exclusivamente por necessidade médica.
Os próximos passos incluem a conclusão do tratamento, além do acompanhamento até que atinja peso e idade adequados para a destinação responsável.
“Como mamífero, a capivara depende de leite nos primeiros meses de vida, sendo comum, em ambiente natural, a amamentação até cerca de quatro meses. O leite é essencial por fornecer nutrientes fundamentais ao crescimento, ao desenvolvimento e ao fortalecimento imunológico”, conclui.
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Fonte: G1