O filhote de buldogue de três meses de idade que ingeriu 55 pedras de crack teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesse domingo (26/04), informou a veterinária Ana Vitória Tomaz. A cachorra, chamada de Antonieta, pode deixar o hospital ainda nesta semana.
O animal foi atendido de forma emergencial em 17 de abril em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após passar mal. Na clínica, a equipe descobriu que ela havia ingerido as pedras de crack. Uma das tutoras dela chegou a ser presa, mas vai responder em liberdade.
Atualmente, a cachorra é atendida em uma clínica em Curitiba, que possui UTI. A cadela chegou ao local na quinta-feira (23/04). Ela teve alta da UTI três dias depois, conforme a veterinária.
Antonieta estava com alterações neurológica, tinha convulsões, dificuldade para andar e temporariamente cega. Além da UTI, ela faz sessões de fisioterapia para a recuperação e tem acompanhamento com neurologista.
“A gente vê que o pior realmente já passou, que é o efeito de intoxicação mesmo pela droga. Então, daqui para frente, tende a ter uma evolução bem positiva e sem sequelas”, declarou a veterinária.
Quando ela tiver alta deste hospital, vai voltar para a clínica que fez o primeiro atendimento, em Joinville.
Tutora responde por maus-tratos e tráfico de drogas
A cachorra foi levada ao veterinário na sexta, mas as autoridades foram informadas na segunda (20/04). A PM foi chamada pela equipe da clínica. No local, foi explicado que o filhote foi levado para atendimento de emergência, trazido por um casal com a filha.
Durante o atendimento à cachorra, a veterinária fez exames e um procedimento para retirada de um corpo estranho, que depois se descobriu ser uma pedra de crack. No total, foram retiradas 55 pedras da cadela.
Além disso, a veterinária constatou que os tutores do filhote não fizeram a vermifugação ou deram as vacinas necessárias para a cachorra. Mais tarde, a família voltou à clínica para saber sobre a situação do animal. Diante disso, a PM fez o flagrante da prisão e apreendeu o crack.
A clínica acionou o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville para providenciar os documentos de microchipagem e nova adoção da cachorra.
A tutora que foi presa é a filha do casal. Segundo a PM, ela disse aos policiais que a droga era dela. A idade dela não foi divulgada e o g1 não conseguiu contato com a defesa.
Ela responde por maus-tratos e tráfico de drogas. A audiência de custódia dela ocorreu na tarde de sábado (18/04). Apesar de ser colocada em liberdade, a suspeita precisará cumprir medidas cautelares.
Para ajudar nos altos custos veterinários para a permanência da cachorra na UTI, a clínica veterinária criou uma vaquinha virtual.
Fonte: G1