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TRÁFICO

Empresária do interior de São Paulo é multada por anunciar macaco-prego nas redes sociais

Investigada com 18 mil seguidores apresentou documentação falsa e mentiu sobre microchip do animal; na casa também foram encontradas cobras exóticas

8 de julho de 2026
Joseane Teixeira
2 min. de leitura
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Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Três pessoas da mesma família entraram na mira da Polícia Civil após a Polícia Militar Ambiental deflagrar fiscalização em Bady Bassit, no interior de São Paulo, ontem (07/07), para apurar denúncia de venda ilegal de macacos-pregos pelas redes sociais. A anunciante é empresária e influenciadora digital, com 18 mil seguidores.

No imóvel, os policiais localizaram um macaco-prego mantido em cativeiro.

Ao ser questionada sobre a origem do animal, a mulher apresentou uma nota fiscal e um documento supostamente emitido pelo Ibama, além de afirmar que o primata possuía microchip de identificação.

o animal não “Após análise detalhada, os policiais ambientais constataram que a documentação apresentada era falsa e que o possuía qualquer microchip de identificação”, informou.

A mulher foi autuada em R$ 500 por manter em cativeiro animal da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente. “Em razão do elevado grau de domesticação, o macaco permanecerá, por enquanto, sob sua guarda, até que seja encaminhado à instituição competente para reabilitação e, quando possível, reintrodução à natureza”, completou a polícia.

Cobras exóticas

Durante a fiscalização, também foram encontradas duas serpentes exóticas da espécie corn snake (cobra-do-milho), mantidas sem a documentação exigida pelos órgãos ambientais.

O filho da comerciante, um estudante de 19 anos, assumiu ser o proprietário dos animais.

Ele foi autuado por introduzir espécimes da fauna exótica no território do Estado de São Paulo sem parecer técnico oficial favorável. As serpentes foram apreendidas e encaminhadas ao Zoológico Municipal de São José do Rio Preto.

Anabolizantes e medicamentos emagrecedores

A denúncia também apontava a suposta comercialização de anabolizantes e medicamentos para emagrecimento.

A comerciante informou que o anabolizante encontrado na casa era destinado ao seu uso pessoal. Já seu marido, de 28 anos, declarou ser o proprietário da medicação para emagrecimento, afirmando igualmente tratar-se de uso próprio.

Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Bady Bassitt, onde a ocorrência foi apresentada para a instauração de inquérito sobre crimes ambientais.

Fonte: Diário da Região

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