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VITÓRIA

Emissora de televisão portuguesa mantém transmissões de touradas fora da programação em 2026

Baseada em diretrizes contratuais e pressão social acumulada, a medida é parte de uma mudança editorial consistente na programação da televisão pública portuguesa ao longo dos últimos anos.

13 de abril de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Manuel Durán Blázquez | Wikimedia Commons

A emissora pública portuguesa RTP voltou a afirmar que não transmitirá eventos tauromáquicos, como tourada ou corrida de touros, em 2026, encerrando rumores que circularam recentemente. A decisão reforça uma mudança iniciada em 2021 e é celebrada por defensores dos direitos animais como um passo importante na redução da normalização da violência contra animais.

Segundo a Provedora do Telespectador da RTP, não há qualquer previsão de exibição de touradas na grade deste ano. A posição consolida uma política editorial alinhada com princípios de respeito aos direitos animais, afastando conteúdos que envolvem sofrimento como elemento central de entretenimento.

A ausência de transmissões teve início após um período de redução gradual. Em 2020, a emissora exibiu apenas uma corrida de touros, e, no ano seguinte, retirou completamente esse tipo de espetáculo da programação. Na época, o então presidente da RTP, Nuno Artur Silva, destacou que a transmissão de touradas “não é compatível” com o contrato de concessão do canal público.

O documento estabelece que os conteúdos da RTP devem assegurar o respeito pelo bem-estar animal, diretriz que entra em conflito com espetáculos baseados no sofrimento físico ou psicológico de animais. A interpretação fortaleceu o entendimento de que a televisão pública deve desempenhar um papel educativo e ético, especialmente na formação de crianças e adolescentes.

Mesmo antes da proibição, a transmissão de touradas pela RTP vinha sendo alvo de críticas crescentes e mobilização social, incluindo iniciativas parlamentares que buscavam restringir apoios públicos a práticas que envolvem crueldade animal. Embora propostas legislativas anteriores não tenham avançado, a mudança na programação da emissora representa uma resposta concreta à pressão da sociedade civil.

Ao deixar de exibir conteúdos que naturalizam a violência, a RTP contribui para a construção de uma sociedade mais empática e consciente em relação aos direitos dos animais.

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