Em agosto de 2025, um homem foi multado pelo Ibama por importunar um elefante-marinho-do-sul. Em uma postagem nas redes sociais, ele se aproximava do animal, que descansava na praia de Barra Velha, em Araranguá, no litoral sul de Santa Catarina. Assustado com a luz forte e o som alto, o mamífero fugiu em direção ao mar.
Quase um ano depois do infeliz incidente, o mesmo elefante-marinho voltou novamente à costa brasileira. A equipe da organização Educamar confirmou a sua identidade, porque ele possui um brinco, com a numeração 5479, recebido de pesquisadores argentinos, durante o período de muda de pele em Kelp Point, nas Ilhas Malvinas, em 2019.
O elefante-marinho foi avistado há dois dias (15/06), mas a localização exata dele não será divulgada para garantir sua segurança.
O animal foi avaliado pela equipe veterinária e aparenta estar com bom estado de saúde. Ele é um macho subadulto, que tem entre 3 e 8 anos de idade (quando a tromba se desenvolve totalmente), e mede cerca de 5 metros de comprimento.
“O retorno do elefante-marinho à nossa costa reforça a importância das praias da região como áreas de descanso e passagem para a espécie. Pedimos a colaboração de todos para que mantenham distância e evitem qualquer aproximação, garantindo a segurança do animal e permitindo que ele siga sua jornada migratória sem estresse”, destaca a bióloga Suelen Santos, coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) na Educamar.
Brasil é rota de migração
O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) é um mamífero pertencente à família Phocidae e o maior dentre todos os pinípedes. O macho pode chegar a medir até 5 metros de comprimento e pesar quatro toneladas.
Seu nome popular vem do fato que os machos possuem uma proeminência nas narinas, uma probóscide, que lembra a tromba dos elefantes. Quando não estão na época de reprodução, apresentam hábitos solitários e passar a maior parte do tempo embaixo da água, nadando em mar aberto.
Durante o outono e o inverno do Hemisfério Sul, a espécie deixa as regiões frias da Patagônia argentina, e costuma ser observada no litoral da região sul do Brasil, quando aparecem em praias e costões para descansar dos longos deslocamentos. Esses animais podem permanecer vários dias no mesmo local até recuperarem suas energias.
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Molestar animais silvestres é crime!
Ao avistar um pinípede (elefantes, lobos, leões-marinhos e focas) na praia:
- Mantenha distância;
- Afaste cães e curiosos;
- Não ofereça alimento;
- Não tente devolver o animal ao mar;
- Acione a Educamar pelo telefone 0800 641 5665
Fonte: Conexão Planeta