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EM ALERTA

El Niño: ONU pede que mundo se prepare para secas, enchentes e ondas de calor extremo

Organização Meteorológica Mundial prevê fenômeno forte nos próximos meses, com impactos preocupantes e faz apelo para países se prepararem

2 de junho de 2026
2 min. de leitura
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Pedestres se protegem do sol na região central do Rio de Janeiro durante onda de calor. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU responsável pelo monitoramento do clima, alertou nesta terça-feira (2) para a possibilidade de um episódio “potencialmente forte” de El Niño nos próximos meses, que pode elevar as temperaturas globais e intensificar eventos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta.

Segundo a entidade, o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical já está impulsionando o desenvolvimento do fenômeno, que deve persistir ao menos até novembro. A previsão é de temperaturas acima da média em grande parte do mundo entre junho e agosto.

Embora ainda haja incertezas sobre a intensidade do episódio — já que os modelos climáticos apresentam projeções distintas —, a OMM defende que governos e comunidades se preparem para seus impactos.

“Precisamos nos preparar para um evento de El Niño potencialmente forte, que agravará secas e chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor tanto em terra quanto nos oceanos”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico central e oriental. Ele costuma alterar padrões de temperatura e precipitação em diversas partes do mundo. Entre seus efeitos mais conhecidos estão o aumento das chuvas no sul da América do Sul e em partes da África Oriental, além de secas na Austrália, Indonésia, América Central e regiões do sul da Ásia.

A agência também alerta para o aumento do risco de furacões no Pacífico central e oriental. Segundo Saulo, os impactos do calor extremo vão além do clima, podendo favorecer a disseminação de doenças transmitidas por vetores, como mosquitos e carrapatos, além de pressionar a segurança alimentar e hídrica.

“Comunidades que já enfrentam dificuldades serão levadas além de seus limites”, disse.

O último episódio de El Niño, entre 2023 e 2024, foi considerado forte e contribuiu para que 2024 se tornasse o ano mais quente já registrado globalmente.

A OMM informou ainda que observou temperaturas subsuperficiais excepcionalmente elevadas no Pacífico tropical, superando em mais de 6°C a média histórica em algumas áreas. Esse acúmulo de calor estaria alimentando o aquecimento da superfície oceânica e fortalecendo as condições para o desenvolvimento do fenômeno.

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, o avanço do El Niño reforça a urgência da transição energética. “O mundo deve tratar isso como o alerta climático urgente que é. As condições de El Niño vão adicionar combustível ao fogo de um planeta em aquecimento”, afirmou.

Fonte: Um só Planeta

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