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AVANÇO TECNOLÓGICO

Drones térmicos usados na Polônia para resgatar cães no frio e reunir provas em casos de maus-tratos podem inspirar proteção animal no Brasil

As imagens fortalecem a aplicação das leis de proteção animal em regiões rurais de difícil fiscalização.

20 de maio de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: iStock

Com a aproximação do inverno no Brasil e o aumento dos alertas sobre animais expostos ao frio, uma iniciativa adotada na Polônia vem chamando atenção por unir tecnologia e proteção animal. O país europeu começou a utilizar drones com câmeras térmicas para detectar cães em situação de abandono ou mantidos acorrentados em regiões rurais, ampliando o combate aos maus-tratos.

A iniciativa reúne ONGs de proteção animal e equipes especializadas que agora conseguem localizar os cães mesmo durante a noite e em áreas isoladas. Com lentes de zoom potentes e sensores térmicos, os equipamentos percorrem grandes extensões de terra em poucos minutos e permitem encontrar animais presos do lado de fora das casas em temperaturas abaixo de zero.

As imagens captadas pelos drones também são usadas como prova em processos judiciais e ajudam na retirada dos animais em situações graves. A tecnologia tem fortalecido a aplicação das leis de proteção animal em regiões onde a fiscalização tradicional enfrenta dificuldades, especialmente durante a madrugada e em propriedades afastadas.

Embora o Brasil não enfrente invernos tão rigorosos quanto os da Polônia, ondas de frio intensas têm provocado sofrimento e até mortes de animais em diferentes estados. Recentemente, a frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul resultou na morte de 74 bois em quatro propriedades rurais na região de Nova Andradina. Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), os animais morreram por hipotermia após permanecerem expostos às baixas temperaturas, ventos fortes e chuva sem abrigo adequado.

Além dos animais explorados pela pecuária, cães e gatos em situação de rua ou mantidos do lado de fora de residências também ficam particularmente vulneráveis durante períodos de frio intenso. Todo ano, ONGs registram casos de animais debilitados, sem acesso a cobertores, casinhas ou locais secos para se proteger das baixas temperaturas.

Na Polônia, a legislação já proíbe manter cães permanentemente acorrentados e estabelece condições mínimas de espaço e segurança. Ainda assim, a fiscalização enfrentava obstáculos em áreas rurais extensas e de difícil acesso. Com os drones térmicos, autoridades passaram a identificar violações que antes eram difíceis de detectar.

O uso da tecnologia para proteger animais vulneráveis tem sido visto como um exemplo de inovação aplicada aos direitos animais. Ferramentas criadas originalmente para monitoramento humano agora ajudam a salvar vidas não-humanas e mostram como tecnologia, fiscalização e vontade política podem atuar juntas no combate à crueldade contra animais.

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