Guaíba, na Região Metropolitana, tornou-se a primeira cidade do Rio Grande do Sul a permitir o sepultamento de animais no túmulo da família. A lei municipal, sancionada em abril, permitiu que Chispita, uma cachorrinha sem raça definida (SRD) de 8 anos, fosse enterrada no túmulo da família no cemitério municipal de Guaíba na última terça-feira (05/05). Ela é a primeira a ter este tipo de sepultamento no Estado.
Chispita foi sepultada no jazigo da família, onde a avó de sua tutora já estava enterrada. Para Rafaela Pokorski, dona da cachorra, a possibilidade é importante para preservar a memória do animal, que era considerado parte da família.
— É uma oportunidade de manter todos juntos e sempre ter um local de memória, porque ela foi muito importante pra gente. Foi uma parte essencial da nossa vida — afirma Rafaela.
— É uma oportunidade de manter todos juntos e sempre ter um local de memória, porque ela foi muito importante pra gente. Foi uma parte essencial da nossa vida — afirma Rafaela.
Segundo ela, o enterro também é uma forma de garantir dignidade para o animal:
— Só de pensar que a gente está dando dignidade para ela, já é muito importante.
Rafaela Pokorski / Arquivo Pessoal
Como funciona o sepultamento
A secretária municipal de Bem-Estar Animal de Guaíba, Alice Xavier, explica que o enterro só é permitido mediante laudo veterinário que comprove que o animal não morreu em decorrência de zoonose que possa contaminar o solo. Além disso, a família precisa possuir um jazigo próprio no cemitério.
Após a emissão do laudo, é necessário entrar em contato com a administração do cemitério e solicitar a abertura do túmulo. O procedimento tem taxa padrão de R$ 69,67, a mesma cobrada em sepultamentos humanos.
Caso seja do desejo da família, também é possível incluir o nome e a foto do animal na lápide, com custos pagos pelos responsáveis. Não há obrigatoriedade de caixão. Os animais podem ser enterrados em saco de exumação.