As patas dos animais domésticos vão muito além de servir como apoio para correr, brincar, escalar e manter o equilíbrio. Os coxins, popularmente conhecidos como “almofadinhas”, têm características específicas e desempenham papel fundamental no bem-estar dos animais. Para preservar a saúde dessa região, é importante adotar cuidados no dia a dia, tanto em casa quanto durante o banho e a tosa.
Para orientar tutores sobre a saúde das patas dos animais, o g1 conversou com a veterinária Yasmin Harumi Correa, de Itapetininga (SP), que detalha as diferenças entre cães e gatos, os cuidados de higiene necessários e as funções exercidas pelas patas na estrutura dos animais.
As patas ajudam a manter o equilíbrio e também atuam como reguladoras térmicas e amortecedoras de impacto. A seguir, conheça outras funções e curiosidades sobre essa parte essencial da estrutura dos animais.
Cuidados e higiene
A veterinária orienta que é essencial higienizar e hidratar os coxins. Outra recomendação importante é observar a superfície onde o animal passa a maior parte do tempo, já que alguns tipos de piso podem ser prejudiciais.
“Evitar superfícies quentes e ásperas. Sempre que possível, hidratar as patinhas. As tosas higiênicas são importantes, o excesso de pelo pode atrapalhar na locomoção. E os check-ups sempre com o veterinário, que são muito importantes”, aponta a especialista.
Durante períodos mais quentes, é importante sempre verificar a temperatura do solo antes de colocar o animal no chão. Isso evita queimaduras nas patinhas.
“Eles também sentem calor igual a gente. Só que temos o sapato para proteger. Então, o primeiro meio de contato com o chão é a patinha. Em um período muito quente, isso pode acabar machucando as patinhas e até queimando. No frio, às vezes, pode ressecar, rachar e causar um desconforto.”
Assim como a pele dos seres humanos, as “almofadinhas” podem ficar ressecadas. Yasmin indica que é permitida e recomendada a hidratação dessa região.
“Porque ali é onde tem o contato com o solo. Então, às vezes, pode descascar e machucar, pode ficar mais ressecado. O importante é entrar com produtos próprios veterinários”, indica.
Outro cuidado essencial envolve as unhas dos animais. Em geral, o corte é feito durante as idas ao pet shop, mas a veterinária destaca que o momento do banho e da tosa também é oportuno para identificar possíveis alterações nas patas.
“É preciso atenção ao cortar as unhas e manter um acompanhamento constante das patinhas. Sempre ficar em contato e atento às patinhas deles. O corte é importante e necessário, porque, quando crescem demais, as unhas podem lascar, quebrar ou enroscar em tecidos, como cobertores, e até se desprender”, explica Yasmin.
O corte das unhas também facilita a locomoção dos animais e ajuda a prevenir problemas de saúde relacionados ao crescimento excessivo.
“Normalmente, a gente fala uma vez por mês [o corte de unha], mas depende muito de cada animal. Sempre que for cortar a unha, é necessário levar para alguém que tenha habilidade. Dentro da unha deles, tem uma veia e, se acabar passando do corte, isso pode sangrar”, continua.
Diferenças entre cães e gatos
Segundo a especialista, as patas dos cães são mais resistentes em comparação às dos gatos. Entre as diferenças, ela destaca que as garras dos cães não são retráteis, sendo mais largas e firmes, o que favorece a corrida. As “almofadinhas” são mais grossas, atuam como reguladoras de temperatura, têm função sensorial e auxiliam no amortecimento dos impactos.
“Os gatos possuem garras retráteis, ou seja, as unhas se escondem. Depende do momento que ele quer utilizar. É importante para escalar. Os gatos também são mais silenciosos. Conforme eles andam, as garras ficam recolhidas”, cita.
Doenças mais comuns
Entre as doenças que mais acometem as patas dos animais estão as pododermatites, que são infecções de pele que podem ser causadas por unhas encravadas, lacerações ou até mesmo por lesões nos coxins ao pisar em superfícies ou objetos que provocam ferimentos.
Um outro problema apontado pela veterinária é o comportamento de lamber as patas com mais frequência: “No caso da lambedura e ficar mordendo as patas, pode ser ansiedade, estresse ou também uma doença.”
Caso o tutor note esse comportamento, a orientação é buscar atendimento veterinário.
Fonte: G1