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LUTO

Cadela que teve complicações graves após castração pelo serviço municipal morre após 14 dias em Três Corações (MG)

Ela passou por cirurgia feita pelo serviço municipal e teve complicações; denúncia foi registrada na Polícia Civil e será analisada pelo Ministério Público.

15 de maio de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução EPTV

A cadela Kiara, de três anos, morreu na noite desta quarta-feira (13/05), após ficar 14 dias internada em estado grave por complicações decorrentes de uma castração realizada pelo serviço municipal de Três Corações (MG). Ela estava no Centro Intensivo Veterinário da cidade e não resistiu.

Segundo a protetora animal Théa Prudêncio, a denúncia foi registrada na Polícia Civil, que deve ouvir os envolvidos e encaminhar as informações ao Ministério Público, responsável por decidir sobre eventual responsabilização. Ela também formalizou uma denúncia no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG), mas ainda não houve resposta.

O caso ganhou repercussão após veterinários encontrarem duas abraçadeiras plásticas, conhecidas como “enforca-gato”, dentro do abdômen do animal durante uma cirurgia de emergência.

Na época da denúncia, a administração municipal negou irregularidades e afirmou, em nota, que as técnicas utilizadas eram adequadas.

O caso gerou repercussão entre protetores. A protetora Théa Prudêncio publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais, em que afirma que a cadela “foi profundamente amada” e que sua história ajudou a despertar consciência sobre a causa animal.

“A Kiara lutou até o fim. Esperamos que isso provoque mudanças”, afirmou Théa.

Segundo ela, Kiara “não perdeu essa luta” e se tornou símbolo de uma mobilização que ganhou apoio em todo o país.

Em nota ao g1, o Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Três Corações, informou que está aguardando a investigação da Polícia Civil local acerca do caso para que as providências sejam tomadas a partir do que for apurado.

Entenda o caso

Kiara vivia nas ruas do bairro Cotia e foi encaminhada para castração na fazenda experimental da Unincor. A cirurgia foi realizada no dia 28 de abril.

Segundo a protetora Théa Prudêncio, a cadela já apresentava sinais de doença, mas, mesmo assim, passou pelo procedimento. Após a cirurgia, teve hemorragia, vômitos e sinais intensos de dor.

Ela foi levada para uma clínica veterinária particular, onde passou por cirurgia de emergência. Durante o atendimento, os veterinários encontraram duas abraçadeiras de nylon dentro do abdômen do animal.

“A parte do lacre pode gerar aderências e complicações graves em órgãos internos. Isso vira um corpo estranho”, explicou o veterinário Charles Guedes.

Na época, a Prefeitura informou que a cadela chegou para a cirurgia sem exames prévios, classificou o caso como fatalidade e negou maus-tratos ou negligência.

O g1 voltou a questionar a Prefeitura sobre quais medidas serão tomadas após a morte da cadela e se haverá investigação interna sobre o caso, mas até esta publicação não havia recebido resposta. O g1 também entrou em contato com o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina Veterinária e aguarda retorno.

Fonte: G1

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