A cadelinha que ganhou repercussão nacional após ingerir 55 pedras de crack recebeu alta e voltou para Joinville no domingo (03/05). Ela estava internada em uma clínica em Curitiba, onde passou pela UTI veterinária e depois ficou em observação após apresentar problemas gastrointestinais. A viagem só foi liberada depois que o quadro de saúde ficou estável.
Agora em Joinville, o animal segue em tratamento para gastrite, colite e pancreatite, além de necessitar de medicação contínua para evitar convulsões por pelo menos quatro meses. Também será submetida a sessões de fisioterapia devido a sequelas.
Apesar do quadro delicado, a cadelinha está estável e sob monitoramento intensivo. A expectativa é de recuperação gradual. Ela deverá ser adotada por um policial envolvido no caso.
Suspeita é presa novamente
No mesmo dia em que a cadelinha retornou a Joinville, a Guarda Municipal de Joinville voltou a prender a mulher envolvida no caso.
A abordagem ocorreu na região central, onde a suspeita, que utilizava tornozeleira eletrônica, foi flagrada com 33 porções de substância análoga ao crack. Ela já havia sido detida anteriormente pelo caso de maus-tratos ao animal e por tráfico de drogas. Diante dos fatos, a mulher foi presa em flagrante e encaminhada à Central de Polícia.
Relembre o caso de cadelinha que engoliu crack
A filhote, de apenas três meses, foi levada em estado grave a uma clínica veterinária em Joinville no dia 17 de abril, por um casal e pela filha, após apresentar sinais severos de intoxicação.
Durante o atendimento, a cadelinha chegou a vomitar parte da substância ingerida. Exames de imagem confirmaram a presença de mais material no organismo, o que levou à realização de uma cirurgia de emergência. O procedimento identificou a ingestão de 55 pedras de crack.
A Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada e, no local, a filha do casal assumiu a posse da droga, sendo presa em flagrante por tráfico e maus-tratos. Posteriormente, ela foi liberada após a Justiça entender que a quantidade apreendida, cerca de 12 gramas, não caracterizava tráfico.
Além da intoxicação, os veterinários também identificaram sinais de negligência, como a falta de vacinação e vermifugação. Após a cirurgia, a cadelinha permaneceu internada em estado delicado, sob cuidados intensivos.
Em nota, a equipe do Centro Veterinário Floresta informou que todos os procedimentos foram realizados com rapidez para estabilizar o quadro e garantir a sobrevivência do animal. A cadelinha, da raça bulldogue francês, também passou por microchipagem, etapa importante para sua identificação e segurança após a recuperação.
Fonte: ND Mais