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RESGATE DELICADO

Biólogo salva lagarto preso em cone e recebe “agradecimento” inusitado

Após resgate delicado de lagarto em Jaraguá do Sul (SC), animal silvestre reage com mordida; especialista destaca instinto de sobrevivência.

23 de abril de 2026
Camila Santos
4 min. de leitura
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Foto: @biologo.giba/Instagram/Reprodução

O que era para ser apenas mais um dia de trabalho na rotina do biólogo Gilberto Ademar Duwe, conhecido como “Giba”, transformou-se em uma cena que viralizou nas redes sociais. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, o especialista foi acionado para salvar um pequeno lagarto que acabou ficando com a cabeça entalada em um cone de sinalização danificado.

O resgate, que exigia precisão para não ferir o réptil, terminou com uma reação típica do mundo selvagem: uma mordida de “agradecimento”.

Entenda

O incidente: um lagarto silvestre entrou em um cone de sinalização quebrado e acabou ficando preso pelo pescoço, sem conseguir recuar.

O resgate: Gilberto Duwe utilizou técnicas de manejo para libertar o animal sem causar fraturas ou estresse excessivo.

A reação: assim que se viu livre, o animal desferiu uma mordida no biólogo, um comportamento de defesa comum da espécie.

Segurança: o profissional não se feriu, pois utilizava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas reforçadas, essenciais para o manejo de fauna.

Paciência e precisão no manejo

Resgatar animais em áreas urbanas exige mais do que apenas boa vontade; é necessário conhecimento anatômico para evitar que o animal se machuque durante a retirada. No caso do lagarto, o cone de plástico funcionava como uma armadilha que apertava o corpo do animal a cada tentativa de fuga.

Gilberto explica que, embora a cena pareça curiosa, o risco para o animal era real. Sem a intervenção, o réptil poderia morrer por exaustão ou ataques de predadores enquanto estava imobilizado. O processo de retirada foi feito com movimentos calculados, respeitando os limites físicos do lagarto.

O “agradecimento” da natureza

Diferente de animais domésticos, a fauna silvestre não entende o conceito de ajuda humana. Para o lagarto, o biólogo ainda era uma ameaça potencial, o que justifica o ataque logo após a soltura.

“E como ‘agradecimento’? Uma mordiscada. Felizmente, eu já estou acostumado com esse tipo de reação e utilizo luvas de proteção em todos os meus resgates, o que garante a segurança”, afirma Gilberto Ademar Duwe.

Repercussão e educação ambiental

O vídeo do resgate, publicado no perfil do Instagram @biologo.giba, em novembro do ano passado, alcançou mais de 72 mil visualizações, gerando uma onda de comentários sobre o instinto de sobrevivência.

Gilberto utiliza esses momentos para educar a população sobre como agir ao encontrar animais em situações de risco.

“Lagartos são assim mesmo, é puro instinto de sobrevivência”, comentou um dos seguidores na publicação, reforçando a fala do especialista de que a mordida não é maldade, mas sim a forma que o animal encontra para garantir que conseguirá fugir para a natureza em segurança.

Fonte: Metrópoles

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