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LIBERTADOS

Após negociação, 1.500 beagles serão resgatados de laboratório de testes nos EUA; cerca de 300 cães já foram retirados do local

Os cachorros passarão por triagem clínica e reabilitação antes de serem transferidos para diferentes abrigos espalhados pelo país.

2 de maio de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Divulgação

Ativistas pelos direitos animais iniciaram ontem (1°/05) a retirada de 1.500 cães da raça beagle da Ridglan Farms, um centro de criação e testes localizado em Blue Mounds, no estado de Wisconsin (EUA). Até o momento, cerca de 300 cães já foram resgatados, segundo as entidades envolvidas na operação.

A ação está sendo realizada após o anúncio de um acordo para a compra de aproximadamente 1.500 beagles mantidos na instalação, para resgatá-los da exploração. Os cães serão gradualmente transferidos para abrigos e organizações parceiras, onde receberão cuidados médicos, socialização e, posteriormente, serão disponibilizados para adoção.

Nos últimos dois meses, ativistas pelos direitos animais entraram na propriedade em duas ocasiões para resgatar os beagles, denunciando condições de sofrimento e exploração dos cães utilizados em testes. As denúncias pressionaram autoridades e contribuíram para o desfecho do caso.

A Ridglan Farms, que operava há quase 60 anos, concordou em abrir mão de sua licença estadual após firmar um acordo judicial em outubro de 2025 com o promotor especial Tim Gruenke. Segundo o próprio promotor, a medida evitou possíveis acusações criminais por maus-tratos aos animais.

O resgate está sendo conduzido pelas organizações Center for a Humane Economy e Big Dog Ranch Rescue, que articulam a logística de retirada e redistribuição dos cães para os abrigos. Ontem, uma equipe formada por 12 veterinários e técnicos veterinários realizava exames clínicos iniciais nos animais, muitos dos quais nunca tiveram contato com ambientes domésticos.

O resgate dos beagles é parte da ruptura de um ciclo de exploração que trata vidas como ferramentas descartáveis em nome da ciência. Cada cão libertado sofreu dor física, privação e confinamento, que causam estresse crônico, ansiedade e comportamentos repetitivos associados ao desespero. Avanços éticos e tecnológicos tornam esses métodos cada vez mais injustificáveis.

Cerca de 500 cães devem permanecer em Wisconsin, enquanto os demais serão encaminhados para outros estados dos EUA. A Sociedade Protetora dos Animais de Wisconsin planeja acolher 150 beagles a partir da semana de 11 de maio, disponibilizando-os para adoção após liberação médica.

As organizações envolvidas destacam que o processo vai além do resgate físico. Muitos dos cachorros apresentam sinais de estresse e necessitam de reabilitação comportamental após anos em confinamento.

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